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Juca Kfouri

Parece que foi ontem

Doutor Sócrates teria feito 60 anos em 19 de fevereiro; o incrível é que parece que ele está por aí

ONTEM ERA para ter sido um dia de muita festa, cerveja a rodo, cantoria sem fim, música alta, altíssima, e de 48 horas, porque ninguém poderia sair num horário razoável, mesmo que alta madrugada.

A porta estaria trancada, a chave teria sumido e o sexagenário estaria às gargalhadas, se não estivesse brigando com algum convidado que insistisse em ir embora.

Aliás, não haveria convidado, porque o Magro não era dessas coisas. Para ele convocar alguém tinha que ser coisa séria e embora nada fosse mais sério para ele do que uma festa, homenagem era coisa que dispensava.

Até se arrependeria um pouco disso, de ter encarnado tanto um personagem que acabou por deixar de curtir certos rapapés, pois também não era de ferro.

Muito ao contrário, fechado para o grande público, era extremamente doce na intimidade, a ponto de tratar alguns poucos pelo diminutivo.

Já faz mais de dois anos que Sócrates se foi e sua presença segue firme e forte, porque, como disse o poeta, há os que passarão e ele passarinho.

Doutor Sócrates paira sobre os melhores momentos do Bom Senso F.C. e olha criticamente para tudo o que acontece no país que carregou no nome, com todas, sem tirar nem pôr, contradições que se orgulhou em não esconder.

A ponto de batizar um filho como Fidel, sem se importar com o peso inevitável nas costas do herdeiro, porque, pensava, ser Sócrates também não era fácil, como se coubesse comparação entre um e outro.

O Magrão estaria hoje muito preocupado com as coisas do Brasil, provavelmente triste com o rumo contrário aos seus sonhos mais românticos.

Doutor Sócrates, por isso, talvez tenha desistido tão cedo, mas não adiantou. Porque segue como inspiração. Bebi por ele ontem uma cerveja gelada.

CURITIBA RESISTE

Para a felicidade geral da nação, a Fifa engoliu suas justas preocupações e manteve a Arena da Baixada como palco da Copa. Melhor assim, embora as preocupações estejam longe de acabar e não apenas em relação à capital paranaense.

Porque todos os estádios que não estão prontos oferecem graves riscos para o esquema de transmissão de jogos e comunicação em geral, segundo, sempre em off, dizem os responsáveis da HBS, a suíça Host Broadcast Services, encarregada de distribuir as imagens da TV e o som do rádio pelo planeta.

Some-se a isso a batalha sobre quem ficará com o custo das instalações temporárias, a desistência do Recife em fazer sua Fifa Fan Fest, no que poderá ser seguida por outras sedes, os exames antidoping feitos fora do país e há razões mais que suficientes para que todas as luzes amarelas permaneçam acesas, já que as vermelhas, nestas alturas às portas do campeonato, seriam a desmoralização definitiva do COL mantido pela Fifa.


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