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Juca Kfouri

Mas é Carnaval...

Seja o que Deus quiser, como diz a 'Noite dos Mascarados', de Chico Buarque; só que máscaras caem

A LAMPIONS League de Xico Sá, conhecida também como Copa do Nordeste, chegou às semifinais.

Numa delas, os dois clubes mais populares de Pernambuco, Santa Cruz e Sport.

Na outra, Ceará x América potiguar, o Mecão que, nos primórdios da revista "Placar", era chamado na Redação de Americarne, por causa do hífen RN (América-RN) que o distinguia do Ameriquinha, o América-RJ do Zé Trajano.

A Lampions está com média de público, em sua fase de mata-mata, beirando os 10 mil torcedores por jogo, nada espetacular, mas, ainda assim, o dobro e o triplo de campeonatos estaduais (que alguns insistem em chamar de regionais, quando regional é a Lampions) espalhados pelo país afora, com suas fórmulas estapafúrdias e desinteresse diretamente proporcional.

Para coroar a Lampions só falta que a decisão venha a ser entre o Ceará e o Santa Cruz, dois clubes, a exemplo do Palmeiras, centenários neste 2014.

É tamanha a vantagem dos torneios regionais, como o Rio-São Paulo, a Copa Sul-Minas, Copa Norte, Copa Verde, sobre os estaduais para esquentar e preparar os times para as diversas divisões do Campeonato Brasileiro que dá até pena lembrar que a Copa do Nordeste ficou quase uma década de quarentena e que teve de ir à Justiça para derrotar a CBF e, depois, fazer acordo para voltar plenamente.

Porque os torneios regionais poderiam cumprir, para os clubes grandes, o papel que os estaduais já não cumprem mais, e estes, para os pequenos, poderiam durar toda a temporada, não apenas o curto período que condena agremiações e seus jogadores ao miserê.

Mas é Carnaval e como diz outro Chico, o Buarque, seja o que Deus quiser neste dito país do futebol que teme os mascarados nos protestos, mas encobre hipocritamente ideias e práticas que sabe superadas.

É claro que o time da gente é o time da gente e sempre terá a nossa preferência, jogue contra quem jogar pelo torneio que for.

Como no dia 12 de março, felizmente, não haverá jogos pelo Paulistinha, poderemos ver as semifinais nordestinas sem trair nossos corações.

E não pergunte quem é você porque ninguém quer saber qual é o seu jogo.

JOANESBURGO DE NOVO

Nesta Quarta-Feira de Cinzas, a seleção brasileira volta à cidade em que foi feliz, ao vencer, na Copa do Mundo passada, os jogos que lá disputou, dois no Soccer City e um, o da estreia, no histórico Ellis Park --que passamos a chamar de Gélis Parque, tal o frio que nos castigou, a ponto de mestre Tostão quase virar pinguim.

E não era fantasia, era mesmo o vento mais cortante de nossas vidas.

Ainda bem que um jornalista previdente levou uma dessas garrafinhas de uísque no bolso que nós, com a higiene impossível, dividimos, no gargalo, até o fim.


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