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Juca Kfouri

Timão aos pés tricolores

Não bastasse ver o rival ganhar o Majestoso, o Corinthians depende do São Paulo para se classificar

GANSO MARCOU um golaço, jogou bem, mas o nome do Majestoso foi o do zagueiro são-paulino Antônio Carlos, com dois gols contra que ele, um dos artilheiros do time com quatro gols, não merecia.

Menos mal que Luis Fabiano e Rodrigo Caio viraram e desempataram o clássico, que honrou sua tradição no gramado, com um irretocável 3 a 2, e até fora dele, com mais de 30 mil torcedores, aqueles bravos que não têm medo de violência.

Se um dia, 10 anos atrás, Grafite fez dois gols para o São Paulo contra o Juventus e salvou o Corinthians do rebaixamento, eis que novamente o alvinegro depende do tricolor, mas para se classificar.

Os corintianos terão de torcer ao menos por um empate de Antônio Carlos e companhia, domingo que vem, no Morumbi, contra o Ituano.

A sorte corintiana está em que o São Paulo ainda briga com o Penapolense pelo primeiro lugar, embora deva assegurá-lo mesmo que perca, a menos que o Corinthians, no mesmo domingo, não vença, fora de casa, exatamente o Penapolense.

No Majestoso, Jadson fez falta ao novo time e Paulo Henrique Ganso ensaiou merecer nova coluna que, em vez de dizer que ele sumiu como duas semanas atrás, dissesse que o verdadeiro PHG estava de volta.

Mas seria um exagero.

Não será uma demasia dizer que o São Paulo encontrou seu padrão, mesmo beneficiado pela já tradicional mania corintiana de recuar depois que obtém uma vantagem, sempre sujeito a ser castigado por um gol como o marcado por Ganso. De fora, perfeito, indefensável.

INCOMPREENSÃO

Certamente por deficiência minha, não alcancei onde quis chegar mestre Janio de Freitas em sua coluna de ontem sobre o comportamento da imprensa esportiva em relação ao racismo.

O que mais pode fazer o jornalismo além de denunciar e clamar por punições?

Será que proibir jogos em Bento Gonçalves e Mogi Mirim resolveria a questão?

Logo proibiríamos também em Porto Alegre, São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Salvador, Manaus e? E não iríamos ao Peru, nem os peruanos viriam aqui?

Concordo com o mestre quando ele acusa a pouca combatividade da imprensa esportiva brasileira -- principalmente a da TV aberta, acrescento--,mas amplio a crítica para a imprensa em geral que, no quesito racismo, fez ou faz o que para combatê-lo? Aliás, tem alguma chance de vencê-lo? Não será acreditar demais no tal quarto poder?

Quantos na imprensa não esportiva, por sinal, defendem raivosamente que o preconceito inexiste?

Longe daqui qualquer defesa corporativista. Apenas a vontade de entender alguém a quem admiro e por quem tenho respeito reverencial.

Além da certeza de que jogo nenhum deve continuar em meio à manifestação tão odiosa.


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