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Juca Kfouri

O Santos que se vire

Superado claramente no Pacaembu, o time praiano terá uma semana para pensar como bater o Ituano

A QUESTÃO que se impõe em São Paulo, e que já é motivo de conversa ao menos em um clube grande do estado, está ainda mais posta após a merecida vitória do Ituano sobre o Santos por 1 a 0: faz sentido gastar o que se gasta entre os grandes quando um pequeno é capaz de fazer o que o time de Itu faz, para não falar dos outros menores que chegaram longe, à frente de clubes poderosos?

É claro que a graça do futebol está exatamente em que o pior pode ganhar do melhor, mas como exceção que confirma a regra.

O São Paulo bater o Liverpool, o Inter passar pelo Barcelona, o Corinthians vencer o Chelsea, num jogo isolado, faz parte e aumenta a paixão.

Mas o Ituano não tem sido exceção, a começar por ter deixado o Corinthians para trás e ter vencido tanto o São Paulo quanto o Palmeiras, além, agora, do Santos, sem sofrer nem sequer um gol deles.

Não foi, ontem no Pacaembu, um acidente como se pode atribuir ao triunfo sobre o Palmeiras, quando saiu tudo errado para o alviverde. Nem sob chuva como no Morumbi. A vitória foi cristalina, indiscutível, que quase escapou por um pênalti inexistente e desperdiçado por Cícero.

O Ituano teve o segundo gol à disposição e o 2 a 0 teria sido muito mais adequado que o eventual empate.

Em bom português, o Santos que se vire. E os grandes que tratem de olhar se o tal do custo benefício está valendo a pena.

ESTADUAIS IGUAIS

No Rio e em Minas dois empates disputados por quatro grandes.

Parte do Maracanã, só 25 mil torcedores, viu o Vasco melhor que o Flamengo até que os cruzmaltinos ficassem com dez jogadores, no décimo minuto do segundo, e tomassem o empate em seguida.

No Independência o Cruzeiro teve maior volume, mas o Galo criou as melhores chances para tirar o zero do placar, o que só não conseguiu porque Tardelli perdeu, de frente, um gol que qualquer colunista desta Folha faria, menos o doutor Tostão, que o marcaria de costas.

PVCMENTE

Amanhã, no começo da noite, na livraria Saraiva do Shopping Eldorado, o nosso PVC e a Panda Books lançam "Tática Mente", um título com a ambiguidade a que o livro faz jus --por brincar com a ideia de que o talento e o acaso podem ganhar dos esquemas assim como estes, bem pensados e praticados, podem se transformar em carrosséis.

Se a tática às vezes mente, a mente com frequência prevalece sobre o improviso, porque, como os doutores Tostão e Sócrates, talentos acima de tudo, cansaram de demonstrar, o futebol é, antes de tudo, um jogo para ser jogado com a cabeça.

Até para desmontar a tática.

São 167 páginas que você lê em 90 minutos, num gostoso jogo entre leitor e autor.

Com direito à polêmica. Muita, aliás.


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