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Juca Kfouri

Itu? Meus santos...!

Fica aqui a pergunta: o Ituano gasta como o Santos, o Corinthians, o São Paulo e o Palmeiras?

O SANTOS jogava para se igualar ao São Paulo. Chegaria aos mesmos 21 títulos do rival tricolor.

Ao perder a decisão para o Ituano, igualou-se ao Palmeiras, único grande paulista a perder uma decisão estadual para um pequeno, a Inter de Limeira, no caso, em 1986.

O Santos ganhou o segundo jogo, mas não se impôs, ao contrário. Ganhou, aliás, fruto de um pênalti inexistente sobre um jogador que estava impedido, algo que mancharia seu título como ficou manchado o do Flamengo, com gol em impedimento nos acréscimos.

Dos três jogos que a coluna pôde acompanhar, o melhor jogo foi na capital brasileira do futebol, em Belo Horizonte, onde o 0 a 0 não disse o que a disputa mostrou, até porque Everton Ribeiro perdeu uma oportunidade incrível para dar, além do título invicto que ajudou o Cruzeiro a conquistar, também a vitória que o time fez por merecer.

No Pacaembu, durante pelo menos meia hora, não teve jogo, retrato fiel do atual futebol brasileiro.

Faltas e catimbas, catimbas e faltas, foram as marcas registradas do primeiro tempo.

Quando a bola rolou um pouco, viu-se o Ituano abrir mão da maneira com que jogou todo o campeonato, do que o Santos se aproveitou para criar um pouco e fazer seu gol irregular.

Atrás, o Ituano foi à frente, para impor-se, preocupar o Santos, criar condições de empatar, embora tenha sido Geuvânio quem teve a melhor chance de marcar e liquidar o campeonato.

Não liquidou, vieram os pênaltis e o 7 a 6 sorriu para quem tinha menos responsabilidade sobre suas costas no Pacaembu com 38 mil torcedores.

Fica aqui, outra vez, a pergunta feita já algum tempo atrás: o Ituano gasta como o Santos, o Corinthians, o São Paulo e o Palmeiras? E o Londrina, campeão paranaense depois de 22 anos, gasta como o Furacão e o Coritiba?

Tudo bem, em Porto Alegre, no Rio, em Belo Horizonte e em Salvador as decisões foram entre os grandes, embora o Inter tenha apequenado o Grêmio ao goleá-lo por 4 a 1. Mas que está na hora de os grandes pensarem o que estão fazendo de suas vidas, a começar por engolir estes estaduais sensaborões e, depois, fazer loucuras para disputar os títulos nacionais ou internacionais, que o diga os vexames de Flamengo, Botafogo e Furacão.

Festeje-se aqui, por sinal, o possível renascimento do Bahia, campeão baiano pela 45ª vez ao empatar em 2 a 2 com o Vitória, mas, muito mais que isso, com uma gestão mais democrática, moderna e, acima de tudo, limpa, como há décadas não se via.

Tudo isso para dizer que nada disso diminui a histórica façanha do Ituano, que seria uma atração formidável para o país inteiro no próximo Campeonato Brasileiro. Pena que Itu não estará nele.

Aliás, estará. Na Série D, de dado.


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