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Juca Kfouri

Melhor que a encomenda

Pato e Ganso, em ótima estreia, mostraram que podem ser a atração do Campeonato Brasileiro

NINGUÉM PRECISA dizer que é cedo para qualquer conclusão, de tão óbvio.

Nem que o jogo no Morumbi foi de um time só, o que paga em dia.

Mas deu gosto ver como funcionou a dupla Pato/Ganso, o que pode vir a ser inestimável contribuição de Muricy Ramalho ao futebol e ao Brasileirão que, além do mais, agradece aos mais de 31 mil pagantes que viram o São Paulo atropelar o Botafogo, o que não paga em dia, num 3 a 0 que poderia ter sido mais.

Que Pato e Ganso sabem o que fazer com a bola nos pés é tão óbvio como a precocidade para qualquer conclusão. Mas que deu gosto vê-los se deslocando, chamando o jogo, criando opções, deu.

Ainda mais com o passe de Pato para Douglas fazer o segundo gol. E mais ainda com a bola que enfiou para Ganso botar açúcar e servir a Luis Fabiano para fechar o marcador.

Quem sabe se a dupla aquática e gramática do tricolor não enfeitiça a visão pragmática que obscurece nosso futebol e devolve magia ao Brasileirão que começou melhor do que os são-paulinos poderiam esperar.

FREIO DE MÃO

Que o Galo jogasse pensando na Libertadores, depois de amanhã na Colômbia, faz parte.

Mas que o Corinthians jogasse de freio de mão puxado e amedrontado num Parque do Sabiá neutro, com só 10 mil torcedores, decepcionou quem esperava futebol vibrante de quem ficou quase um mês treinando.

Alguém precisa avisar Mano Menezes que depois de sua primeira passagem pelo clube para recuperar o time, no que se deu bem, o Corinthians ganhou, pelo menos, um Brasileirão, uma Libertadores e o bicampeonato mundial. Ou seja, o nível de exigência aumentou.

O prometido time compactado esteve mais para o acovardado e se ganha, como quase acontece no derradeiro minuto, não se cometeria uma injustiça como, pior, enganaria os adeptos do simples resultado. Pior ainda: pareceria estar certo.

SAUDADE

Quando teremos outro Brasileirão em ano de Copa sediada pelo Brasil?

Certamente não estarei aqui para ver, o que é simples constatação.

Triste foi ter ouvido o deste ano começar sem a voz de Luciano do Valle, tão marcante desde sempre, assim como nas Copas do Mundo.

A voz do Bolacha é inesquecível para todos e especialmente aos torcedores do São Paulo e Corinthians em seus primeiros títulos mundiais.

Luciano andava preocupado com os rumos dos grandes eventos que o país receberá neste ano e em 2016 e que ele tanto queria ver no Brasil.

Na última vez em que o vi, no hotel em que nos hospedamos, em Fortaleza, na Copa das Confederações, manifestou mais dúvidas que certezas sobre o andamento das coisas.

Seja como for, se havia alguém que merecia narrar uma Olimpíada por aqui, este alguém era ele.


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