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Juca Kfouri

A 12ª Copa do Mundo

Desde 1970 que as Copas do Mundo são mais objeto de trabalho que de torcida. Mas como não torcer?

ANTES, E DESDE 1958, Copas do Mundo, para mim, eram só para torcer e, então e em 1962, motivos para festejar.

A seleção brasileira se confundia com alegrias e orgulho e tema de infindáveis polêmicas com meu pai, porque a minha geração era vitoriosa, a dele não.

Ora, dizia ele, a sua é tão sua como minha, embora ele quisesse mesmo era provar que os times de Leônidas da Silva e Ademir de Menezes eram tão bons como os de Pelé e Garrincha.

Não sei se eram, mas tendo a acreditar porque vi o de Falcão, Sócrates e Zico não vencer e sei que era até melhor que os que ganharam em 1994 e 2002.

Esta Copa será a 12ª da qual participo da cobertura, seja na retaguarda, como em 1970, 1974 e 1978, seja pessoalmente, como todas desde 1982, com exceção da de 2002, na Ásia, quando preferi cobrir do Brasil, pelo inusitado de uma Copa disputada na madrugada brasileira. Era um espetáculo ver a cidade acender as luzes por volta das três da manhã e bizarro ouvir os rojões antes do alvorecer.

Já estou em Teresópolis, a primeira cidade que vejo enfeitada para viver a 20ª Copa do Mundo.

Verdade que os enfeites são todos oficiais ou comerciais, sem nada ainda da chamada arte popular.

A Granja Comary impressiona pela modernidade e facilidades que oferecerá aos que a frequentarem para trabalhar. Ponto para a CBF.

Só que o tempo fechado, a neblina constante e o frio cortante permitem a dúvida, que não é de hoje, se o local é o mais apropriado para treinar com vistas ao torneio disputado pela seleção em cidades, menos São Paulo, com clima mais para o quente que para o frio.

Enfim, a seleção se apresenta hoje para começar sua caminhada em busca do hexa, como candidata.

Décima segunda Copa como profissional, 15ª desde que me dou por gente. O compromisso com o leitor é o de sempre, sem negar a torcida pela seleção, mas sem distorcer nem ocultar a notícia ou a opinião do que possa ser negativo.

AINDA A LIGA

Ninguém negará o mérito do Real Madrid. O empate em 1 a 1 no tempo normal e o 3 a 0 na prorrogação falam por si mesmos.

Só que o futebol é um jogo tão desconcertante que o Atlético poderia ter sido o campeão e esteve a 120 segundos de entrar para a história, sem que ninguém, também, pudesse contestar.

Números e esquemas táticos à parte, não foram Bale, Marcelo e Cristiano Ronaldo os heróis do título madridista, mas Sergio Ramos, o homem que matou os colchoneros e calou sua torcida em Lisboa.

O gol do empate, no terceiro minuto dos cinco de acréscimos, não valeu apenas por um, nem mesmo por dois. Valeu pelos três gols que se seguiram no tempo extra e quem vê futebol como imitação da vida sabe o quanto é tênue a fronteira entre a agonia e a celebração.


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