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Juca na Copa

Fé na seleção

Confiança absoluta não deve ser igual a excesso de confiança. Ou, ao menos, tomara que não seja

Causa estranheza ouvir o Felipão dizer que a seleção será campeã mundial de novo, ou melhor, pela sexta vez.

Causa ainda mais ouvir o comedido Parreira falar em estar com mão na taça. Arrogância? Informação privilegiada? Acho que não. Trata-se de cálculo mesmo, coisa pensada, maneira de dizer aos torcedores, mas principalmente aos jogadores, que é vencer ou vencer.

Vivemos num país que ainda pensa que prata e lata se equivalem, que ser vice ou o último é a mesma coisa, como já aconteceu em 1950 e em 1998. Daí a dupla que comanda o time ter radicalizado, não por soberba, mas para incutir o espírito que julga necessário na campanha que se aproxima.

Inimaginável que por isso o time entre de salto alto, como se as favas estivessem contadas. Ao contrário, os jogadores terão de correr em dobro, como se atrás do prato de comida, para relembrar o filósofo Neném Prancha.

PREOCUPAÇÃO

Os muitos jornalistas estrangeiros que têm frequentado a Granja Comary querem saber mais do Brasil que do futebol da seleção.

O aparato de segurança causa curiosidade, como se fosse exclusividade nacional. As manifestações causam temor como se não fossem típicas de uma democracia. Curiosamente quando o assunto vira futebol é praticamente unânime a opinião de que a seleção brasileira é favorita. Só que quando é brasileiro quem diz recebe olhar desconfiado, como se fosse falta de educação.

QUARTO CADERNOO teeeeempo paaassa, diria Fiori Gigliotti. A coluna estreia hoje no quarto caderno de Copa do Mundo de que participa nesta Folha. A primeira vez foi em 1998, a segunda em 2006 e em 2010 a terceira.Há uns malucos que contam suas vidas com as Copas como referência.

Já fiz o mesmo, até amadurecer.

Mas não nego a sensação diferente de cobrir uma no Brasil. Às vezes, principalmente depois de conversas seguidas com colegas estrangeiros, bate como se um esquecimento de que estou em casa. Num restaurante aconteceu de estranhar ouvir tantos falando português até lembrar de que estou no Brasil.


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