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Juca na Copa

Vaias didáticas

A torcida paulista até que foi generosa ao apupar sem raiva a má exibição brasileira no Morumbi

O paulistano que foi ao Morumbi não tinha motivo algum para estar bem-humorado.

Chovia desde cedo, a greve no metrô continuava, os congestionamentos de trânsito tradicionais nas sextas-feiras eram ainda maiores que os de sempre até pela suspensão do rodízio e chegar ao estádio exigiu boa dose de paciência e sacrifício.

Eram poucos os claros no campo do São Paulo quando o jogo começou com um pontapé sérvio em Neymar nem bem foi dada a saída.

Um tempo inteiro depois, o primeiro, quando acabou, mostrava duas grandes chances de gol para a Sérvia, nenhuma para o Brasil, uma trombada indigna da chamada melhor dupla de zaga do mundo e uma reposição de bola indecente de Júlio César.

Neymar se expunha, tomava paulada, e não encontrava companhia nem em Hulk, nem em Oscar, nem em Fred. Aí, a torcida vaiou. Nada escandaloso, mas vaiou.

De fato, ninguém que estava no Morumbi merecia ver o que vira no primeiro tempo. Precisava ser otimista para acreditar que as coisas melhorariam no segundo tempo, mas, lembremos, era hora de entrar quem ao invés de se poupar queria mesmo era se mostrar.

De cara Willian substitui Oscar, mas foi um passe preciso de Thiago Silva para Fred matar no peito, escorregar e bater deitado de direita para fazer 1 a 0 que animou os mais de 67 mil torcedores. Porque minutos antes a torcida voltara a vaiar, insatisfeita com o que via.

A seleção sustentou a vitória tocando bola sob vaias, mas, justiça se faça, embora tenha levado bola na trave na tarde em que a defesa inteira foi mal, Hulk marcou gol muito mal anulado pelo bandeirinha paraguaio.

O único alento é o de pensar que mesmo jogando abaixo do que se espera a seleção venceu e não tomou gol. Além de ter mostrado muito a se corrigir até a estreia.

Daí as vaias serem até didáticas.


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