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JUCA NA COPA

Respeite os uruguaios

Mais uma vez a Celeste parece estar morta e ressurge das cinzas com a força dos times diferenciados

Província Cisplatina era o nome de um território no extremo sul da América que pertencia primeiramente a Portugal e depois ao Brasil Imperial. Só em 1828 a independência da região foi reconhecida e esta passou a ser chamada de República Oriental do Uruguai.

Lá vive um povo altivo, educado, num território que só é maior que o Suriname deste lado do mundo, com cerca de 3 milhões e 400 mil habitantes.

Uma gente que elegeu um veterano guerrilheiro tupamaro, presidiário nos surpreendentes tempos da ditadura uruguaia, fruto dos exageros de uma política externa dos Estados Unidos que via comunismo até na sombra. Um senhor que legalizou o aborto e a maconha depois de debater com seus cidadãos, sem crise a tal ponto que fará o sucessor com os pés nas costas, aceito até pela direita uruguaia, orgulhosa de ver o país outra vez no mapa-múndi. Pois este Uruguai tem larga tradição no futebol.

Só na primeira metade do século 20, sua seleção, chamada de Celeste, foi bicampeã olímpica e mundial. É verdade que faz tempo, mas, lembre-se, os uruguaios são os últimos campeões da América, além de terem sido os melhores sul-americanos na Copa-2010.

Esta Celeste parece gostar apenas de embates com cachorros grandes ou de viver perigosamente, à beira do abismo. Assim tem sido quase sempre nas eliminatórias, com classificações obtidas nas repescagens.

Assim já estava acontecendo na Copa do Mundo, depois da inesperada derrota para a Costa Rica.

Eis que Luisito Suárez ressurgiu das cinzas, levantou-se da cadeira de rodas e fez os dois gols que derrotaram a Inglaterra.

Brincando, pode-se dizer que é uma pena que tenha acabado a Província Cisplatina, porque Suárez estaria jogando na seleção brasileira.

A sério, fica o alerta: respeite os uruguaios.


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