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Juca na Copa

A capela

Quase nada do que a seleção brasileira fez na Copa das Confederações está valendo na Copa

AGORA QUE o professor Pasquale dirimiu a dúvida sobre como escrever a cantoria dos hinos a capela, e não "à capela" como tantas vezes aqui foi escrito, resta registrar que até este doping emocional, aplicado pela torcida brasileira em Fortaleza na Copa das Confederações, deixou de ser combustível para a seleção. Como se notou claramente no embate contra os mexicanos.

Se fosse só isso, até que estaria bom, mas nossa Copa não só tem reforçado a tese de que não há mais bobos no futebol como, segundo os próprios jogadores da seleção brasileira, as armas táticas de Scolari também estão neutralizadas pelos adversários, suficientemente estudadas. Como acontece no vôlei.

Assim, os avanços dos laterais, o elemento surpresa das infiltrações de Paulinho, a bola parada, não surpreendem mais os rivais, o que exige mudanças que o pouco tempo para treinar, ou, por outro lado, o esgotamento físico de jogadores em fim de temporada, acabam por impedir.

E haja conversas, reuniões do técnico com seus titulares para driblar as dificuldades. David Luiz foi bastante claro ao dizer que "treinar não é só correr atrás da bola, mas se trabalha também na sala de reuniões, não apenas no gramado".

É capaz que o bom nível intelectual do time nacional consiga superar na prancheta ou no quadro negro, que é branco não é de hoje, as limitações ora vividas na Granja Comary.

É bem possível, ainda, que a mais fraca equipe de Camarões nos últimos tempos seja goleada amanhã em Brasília, o que, em hipótese alguma, servirá para dissipar as interrogações sobre o futuro brasileiro na Copa diante de adversários mais categorizados e que mostraram melhor futebol numa Copa tecnicamente muito boa.

Resta esperar que, diante de rivais superiores, o futebol brasileiro cresça.


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