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Esporte

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Juca Kfouri

Que Brasil é este?

O time foi um no primeiro tempo e outro, melhor, no segundo. Felipão concorda?

COM PAULINHO a seleção foi uma coisa.

Insegura, incolor, irritante, embora nada seja apenas isso quando Neymar está em campo com seu repertório inesgotável de chapéus, canetas, toques de primeira e, fundamentalmente, gols, muitos gols, como se já tivesse longa vida no time.

Com Fernandinho a seleção foi outra coisa.

Vibrante, rápida, certeira, colorida, e nem precisou dos gols de Neymar, porque Fred e e ele mesmo trataram de marcá-los para estabelecer o 4 a 1 que se queria 4 a 0, mas quem tudo quer nada tem.

O gol de Camarões serviu para revelar mais uma vez o tamanho da avenida Daniel Alves, urgentemente necessitada de um Maicon para congestioná-la.

A troca de Paulinho por Fernandinho falou por si só e não passa pela cabeça de ninguém que será desfeita contra o Chile, no sábado, em Belo Horizonte.

Mas infelizmente foi impossível ver Willian no lugar de Oscar, pois, quando Felipão iria ver, preferiu poupar Neymar, no que fez muito bem.

Oscar ainda esteve melhor que Fred, sem confiança, incapaz de decidir como sempre fez, apesar de, enfim, ter desencantado.

O Chile vem aí, para nos enfrentar pela quarta vez em fases finais de Copas do Mundo. Nas outras três perdeu por muitos gols: 4 a 2, em 1962, pelas semifinais, no Chile; 4 a 1, em 1998, na França, e 3 a 0, em 2010, na África do Sul, ambas pelas oitavas, como agora. Claro que a história não decide, mas pesa e pesará ainda mais depois que os andinos, eternos aspirantes a subir um degrau no pódio do futebol mundial, foram superados pelos holandeses, muito mais próximos da glória definitiva.

O Chile pode, mas só se houver um milagre ou se a seleção brasileira facilitar sua vida e não tratar dos defeitos que ainda estão visíveis.


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