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Juca na Copa

Mirar a glória

O medo de ser vilão será mais forte que o desejo de ser herói? Eis a questão posta para a seleção

DE REPENTE, o que era óbvio se tornou urgente: a imaturidade da seleção brasileira transformou a euforia da Copa das Confederações em medo na Copa do Mundo.

Medo que paralisa, que faz a pernas pesarem, tremerem, que faz tropeçar na bola, fugir dela ou mandá-la para bem longe.

Daí a necessidade de mudar o discurso, procurar outro caminho para atingir o objetivo.

Jogar sem medo de ser feliz significa tirar o peso do receio, trocar o temor pela alegria da conquista da taça.

A rota para o Santo Graal é tortuosa, movediça, repleta de barreiras, conhecidas e surpreendentes.

Quantos são os vilões na história do futebol brasileiro? Na verdade verdadeira só um, o goleiro Barbosa, e injustamente, assim como injusta é a lenda de que Bigode se acovardou perante Obdulio Varela.

Porque depois, por mais que houvesse quem tentasse fazer de Toninho Cerezo o culpado da derrota de 1982, não colou por muito tempo. Como não colou em Zico a de 1986 e aí por diante, embora Júlio César tenha padecido até o sábado passado o amargor da eliminação em 2010. Mas também já passou. Porque hoje em dia tudo passa, tudo é consumido muito rapidamente, o vilão de ontem é logo substituído pelo de hoje, que será trocado pelo de amanhã.

E o heróis? O que acontece com eles?

Estes ficam para sempre, como estão todos os que se destacaram nas cinco Copas vencidas, e enumerá-los aqui é impossível por falta de espaço.

Se os meninos da seleção forem convencidos disso, é bem possível que o quadro mude e que a alegria de jogar reapareça quando a Colômbia chegar.

Alguém precisa dizer para eles que quatro times campeões mundiais já foram embora, mas que campeões como Pirlo, Xavi e Iniesta ficarão para sempre.


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