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Juca Kfouri

Morumbi à europeia

O estádio será palco de um jogo que Munique, Barcelona ou Londres gostariam de receber

DO PARAGUAI para a Europa em pouco mais de um mês.

Na primeira segunda-feira de agosto o título desta coluna foi "Futebol de quinta" e tratava da curiosidade em torno de como deve ser dura a vida de um jornalista paraguaio que cobre futebol.

Tudo porque o nível do Campeonato Brasileiro andava tão baixo quanto o nível da represa da Cantareira.

Pois desde o domingo passado, alimentando a expectativa do clássico de hoje entre São Paulo e Cruzeiro, no Morumbi, o sentimento da coluna mudou da água do volume morto para o vinho da Rioja.

Sim, até um jornalista europeu deveria querer estar em São Paulo para ver este jogo destinado a incendiar o Brasileirão ou a reforçar o tom azul pintado desde seu começo.

Um embate de estilos e de talentos como faz tempo não se vê entre dois times brasileiros.

A começar por dois goleiros experientes, um vencedor de tudo que um jogador de futebol pode ganhar e outro, provavelmente, desses casos de injustiças inexplicáveis para quaisquer técnicos da seleção brasileira.

Mas tem muito mais.

Principalmente do meio de campo para frente, com duas das maiores esperanças de Dunga, Everton Ribeiro e Ricardo Goulart, e quatro talentos em busca de um olhar do treinador, os componentes do quarteto tricolor: Pato, Ganso, Kaká e Kardec.

Este tricolor que anda trocando passes como ninguém em nosso futebol terá diante de si um time não só também capaz de tratar a bola com carinho como de explorar o jogo aéreo com maestria, mistura interessante e ameaçadora para a maior deficiência da defesa são-paulina e da qual até o Botafogo se aproveitou.

O jornalista paraguaio jamais viverá expectativa parecida por melhores que estejam o Olimpia e o Cerro Porteño num domingo em Assunção de Defensores del Chaco lotado.

O luxo do jogo nacional de hoje é sim do nível de Barcelona x Real Madrid, de Bayern de Munique x Borussia Dortmund ou de Arsenal x Manchester United.

Além de jogadores consagrados como Kaká, ou em vias de, como a já mencionada dupla cruzeirense, ainda poderemos ver promessas como os também cruzeirenses Lucas Silva e Alisson.

Claro, depois do 7 a 1 o mundo não está dando a menor pelota para o Brasil, mas, muito provavelmente, não sabe o que está perdendo.

Não importa. Ganhamos nós.

Como ganhará o campeonato caso o São Paulo vença, desde que, sempre é bom lembrar, pelos próprios pés e não pelo apito.

A vitória do Cruzeiro, ou mesmo o empate, trará de volta o lenga-lenga de sempre sobre a falta de graça dos pontos corridos porque, como se sabe, a meritocracia tem menos admiradores no Brasil do que o país merece.

Palpite? Francamente, não dá para dar. O resultado é imprevisível.

Torcida? Sem dúvida!

Que vença o melhor.


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