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Juca Kfouri

O sábado das surpresas

Com os pés e com as mãos, o esporte reservou cinco resultados inesperados em dia cheio para a torcida

Uns mais, outros menos, os resultados nos gramados e nas quadras de futebol, vôlei e basquete foram desconcertantes no sábado passado.

A começar pelo futebol.

Logo cedo no horário de Brasília, a seleção brasileira venceu os vice-campeões mundiais argentinos, resultado ilógico --2 a 0-- por todos os motivos, incluído o estágio de preparação das duas maiores escolas do futebol das Américas.

Tão logo terminou o jogo em Pequim, brasileiras e norte-americanas entraram na quadra, em Milão, na Itália, para decidir uma das semifinais do Mundial de vôlei.

Por mais que a equipe dos Estados Unidos merecesse todo respeito, a do Brasil era a favorita e uma derrota por 3 a 0 era impensável.

Pois foi exatamente o que aconteceu, com requintes de crueldade, porque o primeiro e o terceiro sets foram facílimos para as ianques.

Ao voltar de novo os olhos para o futebol, o que viu o torcedor no sábado repleto de atrações?

Depois de derrotar o líder Cruzeiro, mesmo com a fama recente de tomar dos ricos para dar aos pobres, o Corinthians era o grande favorito para ganhar do lanterna e mau pagador Botafogo, ainda mais em campo neutro, em Manaus.

Pois eis que o Robin Hood paulistano resolveu fazer mais uma vez o papel do herói, talvez por confundir a floresta amazônica com a famosa Sherwood, recaída corintiana às suas origens inglesas.

Verdade que sem honrar a fabulosa pontaria do mítico arqueiro, os paulistas perderam por 1 a 0.

Há quem prefira comparar o atual Corinthians ao PT, não só pelos tantos benefícios recebidos no governo Lula, mas, essencialmente, por sua opção preferencial pelos pobres...

Paralelamente, no Rio, o festivo embate da NBA resultou na derrota do finalista nas quatro últimas temporadas, e bicampeão em 2012/13, do melhor campeonato de basquete da Terra, o Miami Heat, para o Cleveland Cavaliers.

Para fechar o dia, o Grêmio de Felipão e Barcos, no G4 do Brasileiro, era o favorito contra o Palmeiras em sua luta para fugir do rebaixamento.

Favoritismo que a comovente atuação alviverde tratou de enterrar ao virar para 2 a 1 um jogo que pareceu perdido depois que o pirata "traidor" fez 1 a 0 em pênalti atribuído a Valdivia.

O Pacaembu, com cerca de 30 mil torcedores, jogou junto numa noite inesquecível neste sofrido centenário palmeirense.

Ao lado da conclusão óbvia sobre as maravilhas do mundo do esporte, onde jamais se vence por antecipação, a feliz constatação em torno dos vencedores do sábado que passou: ganhou quem mais precisava das vitórias, descontado o resultado do embate amistoso do basquete, porque de consequência zero, apesar do espetacular 122 a 119 para os Cavs.

Mesmo no vôlei, porque se o inédito título mundial era perseguido tanto pelas brasileiras quanto pelas americanas, elas, ao contrário das patrícias bicampeãs olímpicas, jamais venceram uma Olimpíada e mereceram o Mundial.


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