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Santos sofre com baixas às vésperas da semifinal

LIBERTADORES
Ao contrário de rival, Muricy não pôde poupar titulares

DO ENVIADO A SANTOS
DE SÃO PAULO

O Corinthians entrará com uma vantagem no jogo mais importante do ano: seu elenco suportou sem grandes atropelos a série de partidas que o trouxe até aqui.

O Santos não teve a mesma sorte. Nas semanas que antecederam a semifinal, o técnico Muricy Ramalho viu um entra e sai constante do seu departamento médico. O saldo final é desolador: houve mais entradas que saídas.

O susto mais recente foi do lateral Léo, que no treino de ontem sentiu dores musculares e deixou a atividade.

O técnico hoje terá menos opções para variar seu time do que o colega Tite, assim como teve menos oportunidades de testar jogadores em funções diferentes por causa das vítimas de contusões.

O time do litoral está desde abril sem seu lateral direito titular, Fucile, que se machucou ainda no Paulista e não tem data para voltar.

Contratado para ser o reserva imediato do uruguaio, o jovem Galhardo teve de ser submetido a uma cirurgia no pé logo depois de chegar e também ficará no estaleiro por um bom tempo.

Muricy tem improvisado o volante Henrique na posição, o que faz a equipe perder em força ofensiva pela direita.

O jogador mais eficiente do setor defensivo também sofreu com uma lesão e assustou a própria torcida antes do confronto com o Corinthians.

O volante Arouca, que se machucou há três semanas, se recuperou, deve estar em campo hoje, mas ainda sofrerá com falta de ritmo de jogo, como sofrem aqueles que ficam muito tempo parados.

Outra baixa lamentada foi a do atacante reserva Borges, que sentiu dor na coxa durante um treino, mas deve ser relacionado para o jogo.

Sua lesão foi particularmente prejudicial porque ele deveria substituir Alan Kardec nos duelos do Brasileiro, para que a folga do titular permitisse que ele chegasse descansado no clássico.

Não deu certo, e o técnico Muricy Ramalho não pôde dar folga a tantos titulares quanto gostaria por causa da limitação do elenco. E ainda teve de ceder dois de seus principais jogadores, Neymar e Rafael, à seleção brasileira.

Enquanto eles jogavam, os corintianos descansavam.

Nenhum corintiano foi convocado por Mano Menezes, o que deixou Tite com todo o elenco treinando desde as quartas de final.

E lesões são raridades. A única realmente sentida foi a de Edenílson, o volante que jogava improvisado na lateral direita. Ele fraturou o pé e acabou substituído por Alessandro, contestado pela torcida, mas bancado por Tite.

"Poupar os titulares no Brasileiro é uma estratégia que passou por todos, até pelo presidente", disse o técnico corintiano. "Se machucar, não recupera a tempo."

(ADRIANO WILKSON E LUCAS REIS)

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