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Juca Kfouri

Palma de lata

A crise palmeirense vem da década de 1970, interrompida por uma parceria eficaz e nebulosa

CAMPEÃO DO SÉCULO 20, como gostam de dizer os palmeirenses, depois de duas Academias históricas, o Palestra mergulhou num sono profundo e jejuou até no Campeonato Estadual entre 1976 e 1993, além de ter passado 20 anos sem um título do Campeonato Brasileiro, entre 1973 e 1993.

No começo e até o fim da década dos 90 tudo mudou, com o acordo de cogestão com a Parmalat, saudado, corretamente, como uma revolução -o profissionalismo na administração do futebol.

E como deu certo! O Palmeiras voltou a mandar no futebol e culminou vencendo sua primeira, e única, Taça Libertadores, em 1999.

Bastou a Parmalat ir embora para tudo ruir, a ponto de o Palmeiras conhecer a segunda divisão nacional já em 2003. Aqui, um parêntese: soube-se, depois, que o dinheiro da multinacional italiana era tão sujo como o da MSI, da máfia russa, que assolou o Corinthians, embora também lhe tenha trazido o título brasileiro de 2005.

Do mesmo modo que se pode afirmar que Kia Joorabchian não tinha nada de genial e era apenas um trem pagador, pode-se dizer o mesmo dos que foram elevados ao patamar de mágicos do marketing e da gestão esportivos no período da cogestão alviverde, porque dinheiro sujo equivale a doping financeiro e qualquer gângster se dá bem desse jeito.

Se entrou para a história das mazelas do futebol o célebre pênalti não marcado de Fábio Costa em Tinga, que culminou por absurdo na expulsão do colorado e, praticamente, na conquista corintiana do título brasileiro de 2005, não foi menos escandalosa a não expulsão de Edmundo na criminosa entrada em Paulo Sérgio na decisão estadual de 1993, a que tirou o Palmeiras da fila e criou a expressão Esquema Parmalat.

Se o Corinthians foi outro que conheceu a humilhação da segunda divisão tão logo os russos tiveram que fugir do Brasil, é verdade que no Parque São Jorge as coisas evoluíram -não sem uma portentosa ajuda de Lula. Mas no Palmeiras nem Serra deu jeito, e seus cartolas permanecem no século passado.

DIA DO NADA

No julgamento hoje no STJD, nenhum dos doutos auditores deverá apoiar a anulação do jogo da mão de Barcos, sob pena de desacreditar a palavra do quarto árbitro. Por mais que saibamos que houve ajuda externa. Que, como será negada, não significará precedente algum, apenas manterá o que vem sendo feito às escuras, como revelou Marcelo Damato, do diário "Lance!". Esquemas secretos, aliás, convivem na própria organização do STJD, braço da maçonaria no Rio. Até o dia em que dona Fifa se render ao óbvio para tudo ficar mais transparente e inteligente. Menos mal que, no julgamento do Galo, a Constituição de 1988 não tenha sido revogada e a liberdade de expressão mantida pelos eminentes auditores...


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