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Juca Kfouri

Doze é o número da sorte

Após 12 anos, o Corinthians volta a decidir um Mundial diante de sua camisa 12, a Fiel

PARA QUEM ficou, valeu ver Walter Casagrande Júnior com lágrimas nos olhos quando o Corinthians entrou no gramado em Toyota saudado com o alarido que se ouve normalmente no Pacaembu.

Ele lembrou do Doutor Sócrates, que, outro dia mesmo, estava aí com todos nós e, comovido, sacou como justificativa para torcer pelo alvinegro a hipótese de o Corinthians ser o Brasil no Mundial da Fifa, embora ele saiba que o Corinthians é o Corinthians em qualquer lugar do mundo e em qualquer torneio de que participe.

E só ele leva tanta gente dele, a Fiel, verdadeira camisa 12 do Timão.

Nem por isso o comentarista da Globo deixou de opinar que o Al Ahly mereceu o empate pelo que fez no segundo tempo -ou pelo que o Corinthians não fez na etapa final.

Talvez ele esteja certo, embora a superioridade alvinegra nos primeiros 45 minutos, principalmente na meia hora inicial, até o gol de Guerrero completando a trivela de Douglas, tenha sido mais marcante que a egípcia depois.

Só mesmo quando Aboutrika entrou o campeão africano criou chances de gol, uma de fora da área, como Douglas tivera no começo do jogo, e outra pela direita, quando Cássio fechou o ângulo providencialmente para evitar o empate.

Para chegar, 12 anos depois, a mais uma final do Mundial de Clubes da Fifa, o Corinthians precisou superar o jogo do vexame, o que se diz semelhante a bater em bêbado, apesar de não ser, apesar de nunca ter sido.

Vencida, também, a ansiedade da estreia, é de esperar que o Corinthians, o mais italiano dos times da América do Sul, segundo Diego Armando Maradona, jogue no domingo um outro jogo, com outro futebol, responsabilidades divididas com o rival, seja o favorito Chelsea, seja o mexicano Monterrey.

Chelsea que, além da vantagem do investimento sem limites, enfrenta o frio com absoluta naturalidade, coisa que não acontece com nenhum dos outros três semifinalistas.

Melhor para o Corinthians será mesmo pegar o time londrino, como foi melhor enfrentar o Boca Juniors na decisão da Libertadores, desafio de gente grande.

Já os mexicanos não só estão longe de serem vistos como gigantes como, para piorar, têm vencido os brasileiros tanto nos jogos das seleções principais como na final olímpica, na Londres do Chelsea.

Para terminar, voltando ao começo, creio não ser nenhuma traição reproduzir uma mensagem escrita que recebi em meu telefone no dia da final com o Boca e que guardei, por reveladora: "Vou te falar uma coisa. Eu parei em 94 e nunca mais senti vontade de jogar. Mas como eu gostaria de entrar em campo nesta quarta. Olha Juca, eu posso até ser demitido. Mas não vou me violentar. Vou torcer muito".

Preciso dizer quem foi o autor da mensagem?


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