São Paulo, domingo, 22 de maio de 2011

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JUCA KFOURI

Lista boa. E o time?


A seleção convocada para os amistosos, e ensaiada para a Copa América, é a melhor possível


MANO MENEZES fez mais uma boa convocação, seja para os amistosos contra a Holanda (dia 4 de junho, na "revanche" da Copa 2010, em Goiânia), e Romênia (dia 7 de junho, no adeus de Ronaldo Fenômeno), seja para a Copa América, na Argentina, entre os dias 1º e 24 de julho.
A convocação é boa a começar pela presença de Robinho que, enfim, está jogando muito bem no Milan e apesar do litígio com a Nike. E a continuar pela ausência de Ronaldinho, que continua pálido mesmo com o apelo de jogar pelo Flamengo.
O saldo das convocações é positivo, apesar de isso ainda não se refletir em campo, razão pela qual é alta a expectativa do jogo no Serra Dourada e em torno do torneio continental: os melhores do momento formam uma boa seleção?
De resto, nada justifica mesmo que se convoque Kaká, como tudo justifica que se convoque o goleiro Fábio, do Cruzeiro.
Na lateral-esquerda, Marcelo, do Real Madrid, parece seguir a trilha de Serginho, outro bom jogador da mesma posição, que brilhou no São Paulo e no Milan, mas nunca quis muito servir a seleção. Daí a boa nova presença de Adriano, do Barcelona.
Dignas de notas as novidades Thiago Neves e Fred, principalmente o segundo, que até hoje não foi o que um dia pareceu que seria. Tomara que agarre a chance para deixar de ser apenas um bom centroavante.
Vale observar que o Santos tem suas três maiores estrelas na relação dos chamados e que se o Inter teve Leandro Damião recrutado como seria de se esperar, a Argentina tomou-lhe Bollati, embora tenha deixado D'Alessandro de fora (escandalosa mesmo é a não convocação de Carlitos Tevez...).
O grupo nacional é o que há de melhor e tomara que jogue mais do que vem jogando.
Lamenta-se, porém, que o Brasileirão seja prejudicado pelas partidas da seleção, que deixarão também o Cruzeiro sem dois jogadores durante seis rodadas.

ALVÍSSARAS
O jovem técnico do Porto, André Villas Boas, 33, disse ao seu xará, Plihal, da ESPN-Brasil: "Eu não vejo o futebol de forma tão tática como digo muitas vezes. O futebol e o esporte são momentos de transcendência e de grandes impactos motivacionais".
A declaração, roubei-a, no diário "Lance!", da coluna de outro André, cujo sobrenome a modéstia me impede de citar. Mas é alentador ver surgir um humanista a mais, um tecnocrata a menos.

blogdojuca@uol.com.br


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