São Paulo, segunda-feira, 25 de setembro de 2006

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JUCA KFOURI

Domingo verde no Brasileirão


Os tricolores acabaram sendo surpreendidos, porém o líder ainda continua em situação confortável na competição

A SURPREENDENTE vitória do Palmeiras sobre o São Paulo poderia ter posto fogo no Campeonato Brasileiro.
Mas a derrota do Grêmio para o Goiás jogou água fria na fogueira.
Apesar disso, e se não há como esperar grandes espetáculos devido ao veloz, abrupto e seguro empobrecimento técnico de nossos clubes, a luta pelo título, pelas vagas na Libertadores e para não cair deverá garantir emoções até o fim.
Porque, em Presidente Prudente, nada autorizava imaginar que o líder seria derrotado.
E mesmo com 1 a 1 no placar até os 15 minutos do segundo tempo, tudo indicava que o São Paulo se imporia. Mas, aí, houve a expulsão do zagueiro Alex Silva.
E o tricolor achou que podia não se conformar com o mero empate, que tinha de ganhar. E embora, de fato, continuasse mais perigoso que o Palmeiras, abriu o espaço para o adversário especular.
Exatamente por isso e numa falha da arbitragem que, diga-se, prejudicou mais o Palmeiras que o São Paulo, houve a marcação de um pênalti inexistente sobre Marcinho, que Paulo Baier converteu no gol da virada palmeirense.
Diego Cavalieri ainda teve que pegar uma bola dificílima em cobrança de falta de Rogério Ceni, mas foi o alviverde sem técnico quem fez mais um gol.
O aquecimento do Campeonato Brasileiro na luta pelo título passou a depender do Grêmio, que, em seguida, entrou no Serra Dourada para enfrentar o Goiás.
Era, também, uma esperança de futebol melhor do que havia sido visto nos jogos da tarde do domingo, porque o tricolor gaúcho vinha não só de boas vitórias como também de belas exibições.
Mas foi o Goiás quem tomou o pulso de jogo. Logo de cara teve um pênalti, no angolano Jonhson, não marcado a seu favor.
E, de tanto martelar, acabou fazendo 1 a 0 com Souza, mais um artilheiro como é comum nas campanhas do time goiano.
Não demorou muito e Jadílson, que é muito bom jogador, fez 2 a 0, para alegria dos alviverdes goianos e dos tricolores... paulistas.
Os tricolores gaúchos sabiam que não teriam vida fácil em Goiás, mas pareciam perplexos diante da superioridade do adversário.
Ainda mais depois que tomaram o quarto gol, o segundo de Souza, de rara beleza, como há muito não se via, pela sutileza quase tão elegante como a comemoração do terceiro, de Jonhson, uma graça.
Goleado, o Grêmio voltou ao mundo dos normais.
Porque dois dos últimos derrotaram os dois primeiros.

O filósofo repercute
Para surpresa do colunista, foram várias as mensagens querendo saber mais do professor Manoel Sergio, aqui citado ontem.
Propositadamente, deixei de informar que ele não só foi o primeiro pensador da área de Educação Física a propor uma ciência da motricidade (ao ver o homem como uma totalidade que não pode ser tratada por partes) como, também, é o guru do vitorioso treinador lusitano José Mourinho, do Chelsea.
Seria puro marketing, quase um reducionismo, e a intenção era mesmo a de chamar a atenção para o que pensa um idealista de vanguarda no mundo do esporte. E não por qualquer tipo de rótulo tão ao gosto da sociedade do espetáculo.
Quem quiser beber mais de sua sabedoria tem duas opções fáceis: www.cidadedofutebol.com.br ou blogdojuca.blog.uol.com.br, onde se reproduz a entrevista que ele concedeu ao sítio Cidade do Futebol, um espaço destinado a quem quiser ir além do que acontece apenas dentro das quatro linhas dos gramados.

blogdojuca@uol.com.br


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