São Paulo, segunda-feira, 16 de fevereiro de 2004

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EVENTO

Série promovida pela Folha, PUC-SP e pelo Sesc já promoveu 81 debates; mais dez temas serão discutidos em 2004

"Diálogos Impertinentes" chega ao 10 ano

DA REDAÇÃO

A série "Diálogos Impertinentes" entra em 2004 no seu décimo ano com o tema "A Impunidade", que será discutido hoje, às 21h, no auditório do Sesc Pompéia .
Uma iniciativa da Folha, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) e do Serviço Social do Comércio (Sesc), a série foi idealizada em outubro de 1994 e teve seu primeiro debate realizado em maio de 1995, sobre "O Desejo", debatido pelo teólogo Leonardo Boff e pela psicanalista Miriam Chnaiderman. Até hoje, 81 programas foram produzidos, com transmissão inicialmente da TV PUC e, desde 1999, da Rede SescSenac de Televisão.
Os debates são sempre abertos a participação da platéia e dos telespectadores, que enviam perguntas por telefone, fax e e-mail.
Desde o primeiro encontro, a apresentação da série esteve a cargo do professor do Departamento de Teologia da PUC-SP Mario Sergio Cortella, que divide a mediação com um jornalista convidado. Cortella relembra que o objetivo da criação de "Diálogos Impertinentes" foi de fazer um "programa de TV de alta densidade, mas com formato diferenciado. E pensamos algo que lembrasse os diálogos de Platão. Foi também a partir daí que começamos a elaborar o nome da série".
Para o professor da PUC, o adjetivo "impertinente" era o mais adequado. "A impertinência seria aquela que sairia do óbvio. Ela não viria de colocar apenas frente a frente dois dialogadores de pensamentos opostos", afirma.
Entre as edições memoráveis da série, muito pela temperatura dos debates, Cortella destaca o encontro entre o escritor e educador Rubem Alves e o antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997), que discutiram "A Utopia" em 1995, e "Religiões", discutido pelo teólogo Frei Betto e pelo filósofo José Arthur Giannotti no mesmo ano.
Ao longo deste ano, ainda estão programadas as discussões dos temas "A Riqueza", "O Ócio", "A Individualidade", "O Ocultismo", "A Alienação", "A Exclusão", "O Radicalismo", "O Direito" e "O Imponderável".
O debate de hoje, sobre "A Impunidade", terá a presença de Alberto Zacharias Toron, advogado criminalista e professor da PUC-SP, e Sérgio Rabello Renault, secretário de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça, com mediação de Cortella e do ombudsman da Folha, Bernardo Ajzenberg. O Sesc Pompéia está localizado à r. Barão do Bananal, s/n, esquina com a r. Clélia, Pompéia, São Paulo. A entrada é gratuita. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0/xx/11/3224-3473, a partir das 14h.

"A Vida"
Na última edição de "Diálogos Impertinentes", o tema debatido foi "A Vida", em novembro do ano passado. Participaram Oswaldo Giacoia Jr., professor livre-docente de filosofia na Unicamp, e Maria do Carmo Sitta, geriatra do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. A mediação foi de Mario Sergio Cortella e de Bernardo Ajzenberg.
Questionado sobre a conhecida afirmação "a vida é bela", Giacoia Jr. comentou que "esse tipo de postura implica uma forma de se relacionar com a vida que se coloca no registro imanente à vida. Ela só pode ser considerada bela ou não-bela não porque tenha uma finalidade extrínseca a ela, mas porque se organiza de tal maneira que a vida possa receber esse predicado tal como a obra de arte pode receber o seu predicado".
Em outro momento, Maria do Carmo Sitta afirmou, acerca do fim da vida e das maneiras para adiá-lo, que "a medida que o conhecimento progride, existe uma evolução também do pensamento e do conhecimento médico, naturalmente. Mas hoje, na área da medicina, o que se busca é a qualidade de vida. Em vez de buscar métodos para retardar o fim da vida, a pergunta é: será que eu posso devolver o paciente à mesma condição que tinha antes?".

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