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Opinião

Cinema é um território quase inexplorado nos canais de TV paga

INÁCIO ARAUJO CRÍTICO DA FOLHA

Por incrível que pareça, dada a imensa quantidade de canais de TV paga existente, o cinema ainda é um território inexplorado.

É também, por isso mesmo, uma imensa brecha pela qual poderão se infiltrar os canais surgidos em decorrência da nova legislação.

O primeiro a se manifestar fortemente foi o Curta!. Desencavou uma série de filmes brasileiros que estavam na prateleira.

Trouxe séries de documentários sobre a Segunda Guerra Mundial e, ainda, restituiu ao espectador de TV os magníficos curtas chaplinianos. Há curtas brasileiros na programação também.

O certo, indiscutível, é que o espectador de TV paga convive hoje com um repertório a rigor diminuto de filmes reprisados uma quantidade quase infinita de vezes (caso de filmes como "Melhor É Impossível", "A Máfia Volta ao Divã", "Tropa de Elite 2" etc.).

Primeiro, eles são exibidos nos canais lançadores (como Telecines ou HBOs) e depois vão para os de segunda linha (Warner, Universal etc.).

Passemos pela assombrosa falta de imaginação dessa programação.

Há filmes argentinos e chilenos, portugueses e espanhóis, franceses e alemães, turcos e russos. Há o mundo inteiro a explorar e um século de filmes, ou, vá lá, pelo menos uns 80 anos de cinema sonoro.

Certo, muitos deles pertencem a acervos como o do TCM, que está se especializando em mostrar filmes em Panavision ou Cinemascope na tela plana, isto é: mostra mais ou menos metade do enquadramento original do filme. Ou seja, ainda: mostra outro filme que não aquele filmado.

Quanto ao Brasil, bastaria consultar o acervo da Cinemateca Brasileira (e outras cinematecas) para saber o que existe disponível, consultar os proprietários dos direitos e sair em busca do material.

Coisas que o Canal Brasil faz dentro de seus limites, que não são tão largos.

Mesmo para quem não queira explorar profundamente a história dessa arte, existe hoje uma produção mundial diversificada, tanto em filmes como em séries e em documentários. Quem correr atrás dificilmente não encontrará o seu público.

O Curta! saiu na frente e vai afirmando sua originalidade, mas o que ainda não falta é campo aberto.


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