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Análise

Com maior potencial de crescimento, eólica é complementar à hidrelétrica

LUIZ PINGUELLI ROSA ESPECIAL PARA A FOLHA

Pelos planos de expansão da Empresa de Pesquisa Energética, a energia eólica é a que apresenta maior percentual de crescimento.

Entre 2010 e 2015, a capacidade instalada cresceria mais de 500%, ante apenas 14% da hidrelétrica, e atingiria mais de 5.000 MW, superando a nuclear, que deve atingir 2.000 MW. Pelas novas previsões, contudo, os valores da eólica serão maiores.

Segundo o mais recente Balanço Energético Nacional, a geração de energia eólica foi de 2.705 GWh em 2011, com uma alta de 24% ante o ano anterior. Já a capacidade eólica instalada cresceu 53% no mesmo período, alcançando 1.426 MW. Com o atraso de linhas de transmissão, aerogeradores prontos foram impedidos de gerar.

Houve uma corrida de vários fabricantes de aerogeradores para o Brasil, destacando-se a Wobben (subsidiária da Enercon alemã), a Alstom francesa, a Gamesa espanhola, a GE norte-americana, a Impsa argentina, a Vestas dinamarquesa, a MTOI, que fez parceria com a Weg, a Furhlaender alemã e as chinesas Sinovel, Goudian e Goldwin.

O BNDES condiciona o crédito a um índice de componentes nacionais que progressivamente atinge 60%.

As usinas eólicas não têm autonomia plena. Sempre precisam estar ligadas a sistemas de backup não eólicos, pois o vento é interruptível.

No Brasil, há complementaridade entre o regime hidrológico no Norte, por exemplo, e os ventos no Nordeste, onde há alto potencial eólico.

Sempre que houver vento se pode gerar com as eólicas. A energia será transferida pelo sistema interligado e poderá substituir parte da geração hidrelétrica temporariamente. Assim, é possível economizar água dos reservatórios.

Tem ocorrido uma evolução no desempenho dos aerogeradores, com torres de cerca de cem metros de altura que permitem fatores de capacidade mais altos. Em geral, eles são mais baixos nas usinas eólicas do que nas hidrelétricas. Ainda assim, foram mais competitivas que as pequenas centrais hidrelétricas nos últimos leilões.

As eólicas têm a vantagem de não emitir gases do efeito estufa, pois as hidrelétricas emitem, embora menos que as termelétricas em geral.


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