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Itaú formaliza a aquisição da Credicard por R$ 2,767 bilhões

Proposta superou a que foi feita pelos rivais Bradesco e Santander

TONI SCIARRETTA DE SÃO PAULO

O Itaú Unibanco formalizou a compra da Credicard, mais antiga e conhecida emissora de cartões do país, conforme a Folha antecipou na semana passada.

O negócio, que envolve 96 lojas Citi Credicard, foi fechado por R$ 2,767 bilhões. O pagamento será em dinheiro, mas só após a aprovação dos órgãos reguladores.

A transação inclui o uso da marca Credicard, que possui cerca de 4,8 milhões de clientes, e uma carteira de financiamentos de R$ 8 bilhões.

O negócio não inclui os cartões American Airlines, Credicard Platinum e os cartões com as marcas Citi e Diners, que seguem com o Citibank. Também não fazem parte da operação os cartões corporativos.

Segundo o Itaú, nada muda para os clientes da Credicard. Em nota divulgada ontem, o banco afirmou que não haverá alteração nos contratos já firmados com os clientes da Credicard em que o sistema de atendimento deve continuar o mesmo.

O banco afirma ainda que, até que a operação seja aprovada pelos reguladores, nada muda para funcionários, clientes e pontos de venda da Credicard. A empresa tem cerca de 1.200 funcionários.

Em e-mail aos funcionários do Citibank, o presidente do banco americano no Brasil, Helio Lima Magalhães, afirmou que o processo de migração demorará "meses" e que nada muda por enquanto.

Ele ressaltou ainda, no comunicado, que o Brasil é um dos países prioritários para o banco no mundo.

Com 10% do mercado e 4,8 milhões de cartões, a Credicard foi colocada à venda no início do ano pelo Citibank, que decidiu restringir sua atuação no Brasil aos clientes de alta renda.

INTERESSADOS

Sócio do Citi na Credicard até 2006, o Itaú tinha o direito de uso da marca até 2009 e conhece bem os clientes e as sinergias que podem ser alcançadas.

Entre os interessados, o Itaú fez a melhor proposta financeira e sua oferta acabou tirando da disputa os rivais Bradesco e Santander, que também apresentaram suas propostas.

O Banco do Brasil e o BTG Pactual/PanAmericano também se credenciaram para ter acesso a informações estratégicas da empresa, mas desistiram do negócio sem fazer oferta.

O Itaú já era o maior emissor de cartões de crédito e débito do país, com cerca de 30% do mercado, e não queria perder a posição para o Bradesco, que tem 20%.

O Santander era o banco que mais ganharia com a aquisição, porque tem só 7% desse mercado.

O banco espanhol foram a primeira instituição financeira a entrar diretamente no negócio de credenciamento de estabelecimentos para pagamento com cartão (conhecido como adquirência), em que atuam Cielo e Redecard.


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