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Entrevista Vandana Shiva

Grandes corporações promovem uma ditadura do alimento

Empresas gigantes manobram para virar donas das sementes e vender 'anticomida', diz ativista

TATIANE RIBEIRO ENVIADA ESPECIAL A BOTUCATU TONI SCIARRETTA DE SÃO PAULO

Considerada a inimiga número 1 da indústria de transgênicos, a física e ativista indiana Vandana Shiva afirma que há uma ditadura do alimento, onde poucas e grandes corporações controlam toda a cadeia produtiva. E dá nome aos bois: Nestlé, Cargil, Monsanto, Pepsico e Walmart, entre outras.

"Essas empresas querem se apropriar da alimentação humana e da evolução das sementes, que é um patrimônio da humanidade e resultado de milhões de anos de evolução das espécies."

Crítica feroz da biopirataria, Shiva ressalta que a única maneira de combater o controle sobre a alimentação é o ativismo individual na hora de consumir produtos mais saudáveis e de melhor qualidade.

É possível alimentar o planeta sem usar transgênicos?

Vandana Shiva - O único modo de alimentar o mundo é livrando-se das sementes transgênicas. Essas sementes não produzem alimentos, mas commodities e produtos industrializados. Não são alimentos saudáveis, que nutrem as pessoas, têm uma história e uma cultura...

As pequenas fazendas produzem 80% dos alimentos comidos no mundo. Apenas 10% dos grãos de milho e soja são comidos por pessoas; o resto vai para os carros, como biocombustíveis, e para os animais. É possível elevar esses 80% para 100% protegendo a biodiversidade, a terra, os fazendeiros e a saúde pública. Como isso poderia ser a solução para fome? É apenas por meio da agroecologia que a produtividade agrícola pode crescer e alimentar o mundo.

Como as corporações dominam a cadeia alimentícia?

As sementes são controladas pela Monsanto por meio dos transgênicos; o comércio internacional de alimentos é controlado por cinco empresas gigantes; o processamento é controlado por outras cinco, como a Nestlé e a PepsiCo; e o varejo está nas mãos de gigantes como o Walmart, que gosta de tirar o varejo dos pequenos comércios comunitários, que têm conexões diretas entre os produtores de comida e os consumidores.

São correntes longas e invisíveis, onde 50% dos alimentos são perdidos. Temos, sim, uma ditadura do alimento.

Como as corporações chegaram a esse domínio?

As corporações estão escrevendo as regras e se tornando os governantes. Os direitos intelectuais acordados entre as organizações mundiais foram escritos por empresas como a Monsanto. Para eles, o problema era que os fazendeiros estavam guardando as sementes. Guardar sementes agora é um crime de propriedade intelectual.

Como mudar esse cenário?

A única maneira de reverter essa situação é cada pessoa se tornar responsável por aquilo que come. E o que nós comemos decide quem somos, se nosso cérebro está funcionando corretamente, ou nosso metabolismo está saudável ou se, por conta de micronutrientes, estamos nos tornando obesos.

Chamo isso de anticomida, porque a comida deveria nos nutrir. A comida mortal que as corporações estão trazendo para nós destrói a capacidade do alimento de nos nutrir e no lugar disso está nos causando doenças mortais.

Leia a íntegra no Folha Empreendedor Social

folha.com/no1331170


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