São Paulo, quinta-feira, 11 de agosto de 2011

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Demanda de cimento no país cresce 1 Rio

Consumo neste ano aumentará entre 6% e 7%, prevê sindicato do setor; média anual de 2007 a 2010 foi de 10%

Aumento da renda das famílias foi usado para comprar a casa própria ou para reformar ou ampliar a já adquirida

DE SÃO PAULO

A demanda de cimento no país vai crescer entre 6% e 7% em 2011, estima José Otávio Carneiro de Carvalho, presidente do Snic (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento). Esse também será o novo patamar de crescimento do setor nos próximos anos.
Com a expansão, o país alcança um novo nível de consumo neste ano, atingindo volumes entre 63,2 milhões e 63,9 milhões de toneladas.
O aumento de demanda equivale a cerca de 4 milhões de toneladas, equivalentes ao consumo do Rio de Janeiro.
Com esse nível, o setor retorna ao patamar de crescimento mais modesto, abaixo de dois dígitos.
Nos últimos quatro anos, a taxa de crescimento média do setor de cimento ficou acima de 10%. Em quatro anos, apenas em 2009 o setor ficou estável, resultado da crise que assolou o mundo.
Mas as taxas de crescimento no Brasil no período foram robustas: 10% em 2007, 14% em 2008, estável em 2009 e 15% em 2010.

RENDA AJUDA
Essa demanda foi puxada pela força da expansão da renda. As famílias brasileiras decidiram usar boa parte do aumento de renda na compra da casa própria ou na ampliação das que já tinham.
"Falamos de Copa do Mundo, de Jogos Olímpicos e de infraestrutura, mas o que provocou a expansão firme da demanda por cimento no Brasil foi o setor imobiliário", afirma Carvalho.
Foi esse consumo -crescente no Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste e explosivo no Norte e no Nordeste- que estimulou o setor a expandir a capacidade de produção.
Segundo o Snic, o país deverá alcançar capacidade de produção total de 78 milhões de toneladas até dezembro.
O total de projetos previstos até 2016 eleva essa capacidade em mais 32 milhões de toneladas por ano, o que faz o Brasil alcançar um parque cimenteiro com potencial para a produção de 110 milhões de toneladas.
Não há garantias de que o país chegará lá, e a dúvida se assenta na dificuldade em prever o rumo das economias mundial e brasileira.
"A elevação da inflação no Brasil, por exemplo, pode reduzir a renda das famílias e afetar a demanda por cimento. Então, prever o que vai ocorrer é muito difícil", afirma Carvalho. (AGNALDO BRITO)


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