São Paulo, domingo, 05 de março de 2000


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MULTIMÍDIA
Internet esvazia redações de jornais dos EUA

FELICITY BARRINGER
ALEX KUCZYNSKI


A Internet, fenômeno que desde 1995 lota as páginas de jornais e revistas, agora está esvaziando parte de suas redações.
Beautyscene.com, Business.com, Cybergold.com -são nomes tão novos que podem confundir até o mais obcecado com "ponto.com" dos observadores, mas já são conhecidos, a contragosto, dos editores de jornais e revistas que andam perdendo para a Internet um jornalista experiente atrás de outro.
Os sites acima mencionados, por exemplo, atraíram recentemente um chefe da sucursal de Los Angeles do "The Wall Street Journal", um editor do "The New York Times", um redator de esportes do "Seattle Times", entre outros.
Uma lista mais completa, que incluísse sites mais conhecidos, como Forbes.com, CNN.com, America Online, Salon.com, além de revistas baseadas na Internet, se alongaria por uma coluna inteira de jornal.
São especialmente vulneráveis à perda de talentos as publicações sediadas em centros de alta tecnologia da Costa Oeste dos EUA, assim como as que cobrem notícias financeiras, tecnologia, esportes, saúde e beleza, os nichos que atraem as maiores e mais fiéis audiências on line.
"Seis meses atrás eu não teria sonhado em deixar o "Journal" e fazer algo como isto", disse Peter Gumbel, o ex-chefe da sucursal de Los Angeles e próximo editor da Business.com, um site de informações comerciais.
"Era uma oportunidade que o jornal não podia me oferecer. Imaginei minha filha me perguntando, daqui a 20 anos, "pai, o que você fez na revolução da Internet?". E eu teria de responder "nada de especial, minha filha"..."
É impossível definir o número exato de cargos de jornalismo existentes na Internet. Mas Marsha Stoltman, vice-presidente e gerente geral de conferências da Editor & Publisher, disse que a migração de profissionais da mídia velha para a nova "ainda não atingiu seu ponto máximo".


Tradução de Clara Allain

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