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Mensalão - o julgamento

Julgamento pode se arrastar 'por anos a fio', diz procuradora

Helenita Acioli, interina no cargo, é contra a validade de recursos e afirma estar preparada para pedir prisões

Para ministros do STF ouvidos pela Folha, processo não acabará até o fim de 2014 caso embargos sejam aceitos

DE BRASÍLIA

Contrária à validade dos chamados embargos infringentes, a Procuradoria-Geral da República teme que o julgamento do mensalão se arraste "por anos a fio" caso o STF (Supremo Tribunal Federal) decida hoje aceitar a validade dos recursos.

"Espero que encerre amanhã [hoje], senão vai se prolongar anos a fio", disse à Folha a procuradora-geral interina, Helenita Acioli, no fim da sessão de ontem.

Helenita já declarou estar preparada para pedir a prisão dos condenados no processo ao regime fechado de prisão tão logo acabe a possibilidade de recursos.

Ministros do Supremo ouvidos pela Folha acreditam que, se os recursos forem aceitos, o julgamento não terá um desfecho antes do final do próximo ano.

Marco Aurélio Mello, porém, é mais otimista. Ele prevê mais cinco meses para o término da análise, caso os embargos infringentes acabem aceitos pelo plenário.

'EXAUSTOS'

Ontem, o ministro Gilmar Mendes reclamou da demora do julgamento, que se arrasta no STF desde 2007.

"Estamos todos exaustos desse caso", afirmou o ministro, ponderando que, no caso do mensalão, o discurso de que a primeira instância é mais rápida que o Supremo é "uma balela".

Segundo ele, a primeira instância ainda não condenou ninguém por participação no esquema de compra de apoio político para o governo Lula.

"Milhares querem acabar esse julgamento, mas pessoas têm direito a esses recursos. A pressa não pode atrapalhar determinados direitos", justificou o mais novo ministro da corte, Luís Roberto Barroso, um dos quatro integrantes do STF que já se declararam favoráveis aos embargos infringentes.

RUAS

Advogados de diferentes réus deixaram o Supremo ontem acreditando que eles terão uma nova chance.

"Há apenas uma perspectiva muito favorável para que isso aconteça. Vamos ver a continuação para termos um posicionamento mais técnico", disse Alberto Zacharias Toron, advogado do deputado federal João Paulo Cunha (PT), um dos que podem ser beneficiados.

Ontem, Toron afirmou que as ruas precisam ouvir o Supremo. "A expectativa de Justiça não pode estar condicionada a penas de condenação. Se entendermos que o STF deva pura e simplesmente ouvir a voz das ruas, é melhor acabar com o Supremo. As ruas é que tem que ouvir o Supremo", disse o advogado.


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