Saltar para o conteúdo principal Saltar para o menu
 
 

Lista de textos do jornal de hoje Navegue por editoria

Poder

  • Tamanho da Letra  
  • Comunicar Erros  
  • Imprimir  

Para presidente da Assembleia de SP, juízes e procuradores são 'inimigos'

Munhoz diz que PSDB sofre desgaste por estar há anos no governo

DE SÃO PAULO

O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Barros Munhoz (PSDB), disse ontem numa palestra a prefeitos eleitos pelo partido no Estado que eles deveriam se preparar para enfrentar "os maiores inimigos da política": "o Ministério Público e o Poder Judiciário".

Barros Munhoz fez um discurso de cerca de 15 minutos na abertura do evento, que durou o dia inteiro e contou com a participação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do governador Geraldo Alckmin. Eles não estavam presentes quando o presidente da Assembleia falou.

"Os prefeitos têm que se preparar. Vocês vão enfrentar os maiores inimigos da política de hoje: o Ministério Público e o Poder Judiciário. Eu não tenho medo de falar."

Munhoz responde a ações de improbidade administrativa na Justiça por conta de iniciativas que tomou quando prefeito de Itapira, cidade do interior do Estado: "Eles [a Promotoria e a Justiça] nivelam a política por baixo".

Em sua fala, fez uma crítica sobre a atuação do partido, mencionando a derrota de José Serra (PSDB) para Fernando Haddad (PT) em São Paulo e a gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Munhoz disse que essa eleição municipal foi a "eleição do novo" e que o PSDB vive um desgaste por estar há anos à frente do Estado.

"Ao final de 20 anos, até a gente enjoa da gente. O poder desgasta e a gente vai se desinteressando", disse. Munhoz disse que, como estava entre tucanos, ia "lavar a roupa suja: "A bancada do PT na Assembleia dá de 10 a 0 na gente. Fazem reunião toda semana com um tema específico. Tem um quadro de assessores melhor que o nosso".

O deputado disse que "muita gente reclama do governador Geraldo Alckmin". "Ninguém é perfeito, minha gente. O Alckmin não é, os secretários também não são. Mas há uma disposição fantástica. O Alckmin sente os problemas ele quer ajudar".


Publicidade

Publicidade

Publicidade


 

Voltar ao topo da página