São José dos Campos, Domingo, 28 de Novembro de 1999


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Polícia do litoral encontra situação de morro carioca

da Folha Vale

A única delegacia especializada em narcóticos do litoral norte do Estado, que na passagem do ano deve receber 3,4 milhões turistas (a previsão é das prefeituras), conta apenas com cinco agentes e um delegado.
Além da população flutuante das temporadas, a polícia está deparando com uma disposição urbana que começa a se assemelhar com a dos morros cariocas.
O delegado da Dise, Odair Bruzos, reconhece que não conta com pessoal para cobrir toda a área, que vai da fronteira entre São Sebastião e Bertioga até a divisa com o Rio de Janeiro.
"A Dise seleciona as denúncias, mas é preciso separar até aquelas que são de um vizinho que faz intriga contra o outro", disse o delegado.
Segundo Bruzos, a disposição topográfica do litoral, entrecortado pelas serras, faz com que o número de possíveis esconderijos se multiplique.
"A ocupação desordenada cria verdadeiros labirintos de vielas que avançam para os sertões. O traficante conta com morros semelhantes aos cariocas", afirmou o delegado.
Assim, o tráfico encontra na região mirantes para vigiar o trabalho dos policiais, que também sofreriam resistências dos vizinhos.


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