Índice O ROTEIRO MAIS COMPLETO
DE SÃO PAULO
Guia da Folha
 

DE 05 A 11 DE OUTUBRO DE 2007

 

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TEATRO

Falso Espetáculo

Cia. Vazia debocha de estereótipos modernos

Sérgio Salvia Coelho

"Falso Espetáculo" é um blefe assumido, ou seja, se filia à tradição de ruptura do futurismo e dadaísmo. Com cínica solenidade, debocha dos chavões que baseiam a arrogante mendicância dos novos grupos: a preocupação com causas universais, a absoluta escassez de recursos, a multimídia multi-despreparada.

Cercada de celebridades na família, Elisa Othake é atriz-diretora-coreógrafa-dramaturgista, mentora e único membro fixo de uma companhia que muda de nome e de colaboradores (em "Apathia", primeira colaboração com César Rezende, se chamava Sol Estranho ). Preocupa-se com o blefe desde seu trabalho de conclusão de curso ("Falsa Monografia", 2005, orientação de Christine Greiner).

A sua insolência de principiante costuma conquistar a platéia que, cúmplice, acaba se vacinando contra qualquer tentação de novidade ("Tudo é impossível", proclama ao fundo um néon).

Como Duchamp trazendo um urinol ao museu, Othake tem a candura das crianças se exibindo às visitas, e se expõe a todos os ridículos, contagiando de inteligência quem menos se espera: entre outras atrações, há Sheila Mello em vídeo desconstruindo o pagode.

MIS - área externa (av. Europa, 158, Jardim Europa, região oeste, tel. 3062-9197). 50 lugares. Sáb.: 21h. Dom.: 20h. . Ingr.: R$ 15. C D

Avaliação: bom
Capa

Teatro

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