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11/12/2011 - 12h29

Cinema nacional abriga a nova geração da música

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GABRIELA LONGMAN
MARCUS PRETO
MAYRA MALDJIAN
DE SÃO PAULO

A chamada nova geração já conquistou seu espaço em shows, discos e clipes. Mas, na era multimídia, os artistas ditos da nova música --baseada num sistema independente de produção e distribuição-- começam também a aparecer no cinema.

Em março de 2012, o rapper Emicida vai deixar o microfone um pouco de lado para se dedicar às câmeras pela primeira vez.

O MC paulistano atuará em "Meu Tempo É Agora" (título provisório), longa de ficção sobre a história de amizade de Marcelo D2 e Skunk --fundadores do Planet Hemp-- quando ainda eram jovens camelôs no Rio.

Após encarar vários testes, Emicida foi aprovado para o papel de Skunk. O diretor Johnny Araújo conta que o rapper precisou fazer "laboratório e alguns ensaios", mas que tirou de letra. O filme sai em 2013.

Artista revelação do ano em prêmio da MTV, o MC Criolo foi convidado para o novo filme de Ana Carolina, "A Primeira Missa", mas preferiu priorizar a carreira musical.

Robert Sparke/.
O músico Criolo na represa Billings, em ensaio para a revista "Serafina"
O músico Criolo na represa Billings, em ensaio para a revista "Serafina"

Em 2009, porém, ele foi o protagonista de "Profissão MC", longa de ficção sobre um rapper da periferia que, desempregado e com a amante grávida, recebe uma proposta para integrar o tráfico. Com direção de Alexandre Buzo, o filme foi exibido em circuito da periferia.

Criolo, diz Buzo, não fez aulas de atuação e "mandou muito bem" no papel.

Para além do rap, a cantora Naná Rizinni se prepara para viver vendedora de loja e DJ em "Além do Arco-Íris" (título provisório), previsto para ser rodado em março por Alexandre Carvalho.

Antes, fez "Supernada", de Rubens Rewald, atualmente em finalização, mas, ali, interpreta a si mesma.

É algo similar ao que acontece com Karina Buhr, que aparece em "Era uma Vez Verônica", longa de Marcelo Gomes gravado no Recife e previsto para estrear em 2012.

Ela foi filmada cantando sua "Mira Mira", canção que impacta a protagonista vivida por Hermila Guedes.

Ao contrário dos outros, a cantora tem experiência como atriz --por mais de cinco anos fez parte do grupo Uzyna Uzona, de Zé Celso, atuando, por exemplo, em "As Bacantes" e "Os Sertões".

"Eu piro muito em ser dirigida. Parece que sou eu, mas não eu. Mas nunca tinha feito cinema. Agora que rolou esse filme, fiquei louca para fazer mais", diz a cantora.

Arte/Folhapress
 

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