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Comédia "Agamenon" brinca com fatos históricos
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GUSTAVO FIORATTI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Dois integrantes do Casseta & Planeta, Marcelo Madureira e Hubert, idealizaram um longa e chamaram Marcelo Adnet, humorista da MTV, para contracenar com eles. O resultado é uma comédia escrachada, pontuada por piadas de cunho sexual e chistes com fatos políticos.
O deboche de "As Aventuras de Agamenon, o Repórter" usa uma fórmula que os comediantes conhecem bem. O filme tira partido de fatos históricos para satirizar o jornalismo documental. É apresentado com entrevistas que simulam uma reconstituição biográfica.
A ficção refaz a trajetória de Agamenon, um personagem que foi criado há 23 anos por Madureira e Hubert para assinar uma coluna do jornal carioca "O Globo".
"É uma coisa nossa, trabalhar em cima de fatos históricos, brincar com a realidade", diz Madureira. "A gente mistura cenas gravadas, cenários que reconstituem ambientes históricos e gravações de arquivo", diz Hubert.
| Davi de Almeida/Divulgação | ||
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| Pedro Bial (foto) tem o programa "Profissão Bial" no filme sobre Agamenon, um jornalista atrapalhado |
Assim, o espectador vai ver o protagonista em uma orgia com Eva Braun cercada por nazistas; para se salvar do naufrágio do Titanic, o repórter se agarra ao pênis de Leonardo DiCaprio; e, numa conversa com Bin Laden, pergunta quem seria a cantora lésbica preferida do terrorista.
"A gente optou por não cair no alegórico, não queria ser 'trash' demais", diz o diretor Victor Lopes.
Para reforçar essa tentativa, o filme traz depoimentos (todos fictícios) de Caetano Veloso, Fernando Henrique Cardoso, Jô Soares, Paulo Coelho e outros nomes que já foram citados, ou "sacaneados", como lembra Hubert, pela coluna de Agamenon.
O colunista da Folha Ruy Castro (que já escreveu biografias de Garrincha e Nelson Rodrigues) interpreta o biógrafo não autorizado de Agamenon. Fernanda Montenegro faz a narração. Pedro Bial aparece como repórter. E Luana Piovani encarna um par romântico do protagonista.
Hubert conta que Paulo César Pereio também faria uma participação especial, mas faltou à gravação. "Isso pode acontecer quando se contrata alguém sem caráter", explicou-se Pereio, por telefone, quando cobrado pela ausência, como conta Hubert.
As filmagens foram realizadas em oito semanas, no Rio, no início de 2011.
Com orçamento de R$ 6 milhões, sendo R$ 4,5 mi de leis de incentivo fiscal, o filme vai ocupar 250 salas do país.
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