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02/02/2012 - 08h14

Segunda edição de feira on-line começa com obras de até US$ 1 mi

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SILAS MARTÍ
DE SÃO PAULO

Depois de uma primeira edição tumultuada por quedas de conexão e interrupções no serviço de mensagens no ano passado, a VIP Art Fair, feira de arte on-line, começa hoje para convidados em vipartfair.com.

"Refizemos todo o site e contratamos um novo time de tecnologia e design", conta Jane Cohan, uma das organizadoras da feira. "Todas as imagens estão armazenadas em nuvens agora, o que torna o envio mais rápido, porque saem de computadores mais próximos ao visitante."

Mas, mesmo com uma plataforma toda virtual, a maior parte das obras à venda são pinturas e esculturas, suportes tradicionais --uma tentativa de atrair colecionadores mais conservadores com trabalhos de valor garantido.

Preços vão de US$ 1.000 a US$ 1 milhão, sendo que a maioria das peças está na faixa de US$ 10 mil a US$ 50 mil.

No espectro mais amplo, cabem obras de brasileiros, como uma instalação de Adriano Costa, com preço inicial de US$ 1.000, e outra de Cildo Meireles, que vale cerca de US$ 1 milhão.
Oito galerias brasileiras, entre elas poderosas como Luisa Strina, Fortes Vilaça e Millan, e emergentes, como Mendes Wood e A Gentil Carioca, participam da feira.

Divulgação
O Cowboy', tela de Beatriz Milhazes que está à venda na segunda edição da feira on-line VIP Art Fair <M> ***DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM***</M>
'O Cowboy', tela de Beatriz Milhazes, à venda na VIP Art Fair

Também estão lá gigantes globais como Gagosian e White Cube -algo possível mesmo só na esfera virtual, já que poucas feiras no mundo físico conseguem abarcar casas tão consagradas e outras tantas ainda emergentes.

Visitantes da feira podem passear pelos estandes, ver obra a obra e comparar tamanhos com um bonequinho que mostra a escala humana diante da peça. Um contador mostra quantas pessoas estão na feira naquele instante.

"Quisemos criar uma sensação de comunidade", diz Cohan. "Dá para sentir a presença dos outros na feira."

É possível elencar trabalhos preferidos, montar um roteiro de visita pelas galerias e fazer buscas por suporte, faixa de preço e artista.

Na visita guiada que a Folha fez pelo site, tudo funcionou bem, mas o teste será mesmo a partir de hoje com colecionadores do mundo todo clicando nas imagens e tentando falar com agentes de cada uma das galerias.

Na esfera virtual, como nas feiras físicas, o primeiro dia deve ser o mais frenético.

 

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