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03/02/2013 - 20h00

Não existe mais Carnaval como antes, diz Zeca Pagodinho; assista

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ROBERTO DIAS
ENVIADO ESPECIAL AO RIO

Zeca Pagodinho acaba a entrevista, cantarola Bezerra da Silva ("Favela quando é favela, não deixa morar delator") e conta logo qual é a boa: "Vou no jogo [do bicho] ali um bocadinho. Todo dia vou para o maldito daquele jogo. Ah, mas é ali que eu sei de tudo: que barracão que está pronto, quem vai sair. Sambista, jogo, futebol e bicheiro: está todo mundo junto."

Leia a íntegra da entrevista do cantor à Folha
Confira letra inédita da nova música de Zeca Pagodinho, "Vida que Segue"

Ex-anotador do jogo do bicho, o mais conhecido sambista do país é avesso a protocolos. Quando agendou a entrevista com a Folha, sua assessora sugeriu que a conversa fosse informal.

"Até hoje, é complicado você falar com um 'negocião' daquele te filmando. Você tem que saber o que falar", explica o cantor sobre entrevistas à televisão. "E eu sempre falo algum palavrão."

Zeca talvez seja o único brasileiro que levou uma caixinha de cerveja ao visitar o presidente da República ("lá poderia não ter"). O anfitrião de então é considerado um herói para ele, mas apenas isso. "Tem gente que pensa que sou amigo do Lula. Eu não tenho essa amizade, essa coisa de estar com ele toda hora."

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