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Escritores brasileiros aproveitam vitrine de Frankfurt para fazer protestos

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A dois dias da abertura da Feira do Livro de Frankfurt, que começa nesta quarta (9), escritores da delegação brasileira dão sinais do tom político que pretendem imprimir aos debates no maior evento editorial do mundo.

O Brasil é o país homenageado desta edição e terá mais de 70 autores no evento, entre convidados pelo Ministério da Cultura e por suas editoras.

Nesta segunda (7), o escritor João Paulo Cuenca divulgou no Facebook um manifesto a ser entregue para autoridades e imprensa na cerimônia de abertura, assinado, até o momento, por 24 nomes, incluindo Ferréz, Paulo Lins, Sérgio Sant'Anna e Luiz Ruffato --que fará a conferência de abertura.

O texto informa que os signatários apoiam a greve de professores no Rio, "como parte da luta pela melhoria da qualidade do ensino público no Brasil", e repudiam a violência policial, pedindo "um amplo debate sobre a atuação da polícia no país".

O manifesto, que espera agregar mais nomes até o final da feira, é uma referência à violência que vem marcando os protestos desde junho no Rio --no dia 1º de outubro, a maior manifestação nos últimos meses, iniciada como um ato de professores, terminou com quase 20 pessoas detidas e outras tantas feridas.

"Venho me manifestando há meses e, no último dia 4, num evento em Colônia [parte da programação da homenagem ao Brasil na Alemanha], propus aos meus colegas o abaixo-assinado. Redigimos Luiz Ruffato, Paulo Lins e eu. Não dá para ficar cego ao que está acontecendo no Brasil", diz Cuenca.

BIOGRAFIAS

Outro assunto que deve ganhar espaço no evento é o debate em torno da obrigatoriedade de autorização prévia de retratados para a publicação de biografias no Brasil.

O assunto voltou à tona depois que, no último sábado (5), a Folha revelou o posicionamento de músicos como Caetano Veloso e Gilberto Gil contra a mudança na legislação atual, que permite a biografados impedir previamente a publicação de uma obra.

No Twitter, o escritor Laurentino Gomes, autor do best-seller "1889" (Globo Livros), disse que tratará do assunto em debate na Feira de Frankfurt, à qual vai a convite de sua editora.

"Nesta quarta, faço apresentação no estande da CBL da Book Fair sobre o sucesso das biografias históricas no Brasil. [...] Defenderei mudança na lei brasileira que dificulta a publicação de biografias isentas. Não às biografias chapa-branca!", escreveu.

O assunto também deve dominar debate com Ruy Castro, um dos maiores críticos aos empecilhos da legislação brasileira para a publicação de biografias, e Fernando Morais, que acontece na sexta.

PAULO COELHO

Na semana passada, o escritor Paulo Coelho anunciou ao jornal alemão "Die Welt" sua desistência de integrar a delegação brasileira em Frankfurt.

Em entrevista, criticou o governo brasileiro, o qual definiu como um "desastre", questionou a seleção de nomes feita pelo Ministério da Cultura.

"[Houve] nepotismo", disse, alegando que a lista tem muitos "amigos dos amigos dos amigos", muitos dos quais ele "duvida" que sejam escritores de fato. Não citou nomes.

Coelho usou como argumento para a desistência o fato de não ter conseguido incluir na lista autores de sua predileção, como Eduardo Spohr e André Vianco, para ele mais relevantes que muitos dos selecionados. Fontes ligadas ao MinC dizem que o autor esperava um tratamento especial por ser o escritor brasileiro mais vendido no mundo.

Até sexta, Coelho dizia que iria à feira apenas para dar duas entrevistas à TV alemã. Se resolver aparecer, como na homenagem ao Brasil em 1994 no mesmo evento, deve roubar a cena.

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