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Na Copa da alta definição, transmissão vira espetáculo com supertira-teima
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LAURA MATTOS
THIAGO NEY
DE SÃO PAULO
Na Copa das imagens em alta definição, cerca de três bilhões de espectadores vão se valer de supercâmeras e programas de computadores inéditos para ver e rever cada lance em todos os ângulos e velocidades imagináveis.
Os jogos do Mundial da África do Sul, que começa na sexta, serão captados por até 33 câmeras, uma delas em um helicóptero. Na Copa passada foram 25. Os jogos nacionais têm entre 10 e 20.
A transmissão é única, gerada pela Fifa, e as emissora detentora dos direitos (Globo e Band na TV aberta) podem ter suas câmeras na torcida.
| Eduardo Knapp/Folhapress | ||
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| Cinegrafista capta imagens do treino da seleção no estádio Dobsonville, na África do Sul |
Fora esse verdadeiro Big Brother da bola, será lançado um tira-teima de ponta, que reconhece cada jogador e armazena toda a movimentação dos atletas e da bola.
Qualquer jogada pode ser reconstituída em um gramado virtual. Como em um jogo de videogame, o público revê o lance em movimento e na velocidade que o diretor escolher. Há ainda uma câmera virtual que pode se movimentar e mostrar o mesmo lance por outros ângulos.
Ele também fornece dados às mais úteis (e inúteis) estatísticas: Kaká correu mais do que Robinho? Qual foi a velocidade média dos atacantes?
Chama-se "optical tracking", como explica o diretor de engenharia de jornalismo e esportes da Globo, José Manuel Marino. "Um operador identifica cada jogador assim que sua imagem surge. O programa reconhece os atletas pelo formato do corpo, cor do cabelo, tom da pele."
Para deleite dos comentaristas e do público e desespero dos árbitros, outra novidade é a câmera ultralenta ou "extreme slow motion".
Replay em qualquer velocidade e pausa num momento preciso são nítidos. Ela filma até mil quadros por segundo, enquanto o olho humano capta no máximo 60.
"Em câmera lenta, vemos coisas impossíveis a olho nu. Ela pode mostrar a bola tocando a mão, mas é difícil saber se foi mão na bola [proibido] ou bola na mão. O espectador diz: 'Como o juiz não viu?!. Não dá para ver", diz Arnaldo Cézar Coelho, juiz da Fifa por 21 anos e comentarista da Globo desde 1989.
Polêmica à parte, os recursos "embelezam" a transmissão, que fica mais "plástica", diz Marino. Provocam quem entende de futebol e ajudam a prender os que se ligam nisso de quatro em quatro anos.
| arte Folha de S.Paulo | ||
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