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08/08/2010 - 13h44

"Não sou um político, não falo em nome de um povo", diz escritora Wendy Guerra

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INARA CHAYAMITI
ENVIADA ESPECIAL A PARATY

"Não sou um político, eu falo do intimismo em uma literatura feminina, eu falo em meu nome, não é bom falar em nome de um povo, pois são muitas pessoas", disse a escritora cubana Wendy Guerra, que fará parte de uma mesa na Flip na tarde deste domingo.

Veja a programação completa da Flip 2010

Ela ainda ressaltou que no romance "Nunca Fui Primeira-Dama" --seu primeiro publicado no Brasil--, a Revolução Cubana é apenas um pano de fundo, um contexto político e histórico, e que o principal é a história de três mulheres: sua mãe, Albis Torres, Célia Sánchez, a líder revolucionária e secretária de Fidel Castro e seu alter ego Nadia Guerra.

O livro, que mistura entre realidade e ficção com base em diários e memórias, é seu segundo romance e não foi publicado em Cuba, assim como o restante de sua obra. A artista, de 39 anos, lamenta o fato de não poder ler os livros que quer e diz que gostaria que os cubanos pudessem ler sobre exílios.

Veja vídeo

Sobre sua visita ao país, ela afirma que se sente em casa e que a cama daqui parece muito com a sua. Além disso, ela comentou que seu almoçou com a escritora chilena Isabel Allende em Paraty foi marcante. "Encontrei uma mulher de outro mundo, mas que conhece muito bem daonde venho. Fiquei extremamente tocada, nao sei como estou dando essa entrevista."

 

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