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01/02/2011 - 07h27

Moda de tocar álbum completo ao vivo vai chegar ao Brasil

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THALES DE MENEZES
DE SÃO PAULO

Quando o Echo and the Bunnymen esteve no Brasil em outubro passado, abriu seu show com a execução de "Ocean Rain", seguindo a ordem das faixas desse LP de 1984, da primeira à última.

Fãs fazem apelo a Benjor para levar LP de 1974 ao palco

Isso foi só o começo.

Onda do momento no pop mundial, a ideia de dedicar uma apresentação a um dos álbuns marcantes da carreira pegou forte. De veteranos como Def Leppard a mais novos como Stereophonics, a agenda de shows lá fora está repleta de "albuns in concert", como definem os gringos.

Alguns defendem o valor artístico da empreitada. Black Francis, do Pixies, disse que os shows que vão reproduzir o álbum "Doolittle" (1989), a partir de junho, são necessários para que o público e a própria banda "sintam mudanças orgânicas que o tempo impõe às canções". Seja lá o isso queira dizer.

Já Bobby Gillespie, do Primal Scream, foi honesto ao extremo: montou uma turnê de "Screamadelica" (1991) para este ano porque não tem nada novo para apresentar. Simples assim.

As gravadoras entram pesado nesse tipo de show, porque associam as turnês a lançamentos de reedições especiais dos álbuns. Como a molecada não compra mais CD, o alvo continua sendo o fã das bandas antigas.

Divulgação
Integrantes da banda galesa Stereophonics
Integrantes da galesa Stereophonics, uma das bandas estrangeiras que aderiram à moda dos "albuns in concert"

O Tears For Fears vai lançar a turnê de seu disco mais bem-sucedido, "Songs from the Big Chair" (1986), porque seu selo vai financiar todo o projeto. E, claro, lançar um CD triplo comemorativo.

Outro ponto favorável: álbuns mais antigos, do tempo do LP, são curtos, têm mais ou menos 40 minutos. Essa duração muitas vezes bate com o tempo que as bandas têm em suas apresentações nos festivais de verão.

Um dos pilares do britpop, o Suede entra na jogada por atacado. Vai fazer em maio, em Londres, três dias seguidos de shows, cada um dedicado a um de seus primeiros álbuns: "Suede" (1993), "Dog Man Star" (1994) e "Coming Up"(1996). Depois segue em turnê internacional.

Se alguma parada da excursão tiver apenas uma ou duas datas, a prioridade será reproduzir o primeiro álbum.

Os fãs brasileiros podem se preparar. Em seus sites, Suede e Primal Scream sinalizaram shows por aqui em outubro, provavelmente nas novas edições dos festivais que recentemente se concentraram nesse período, como SWU e Planeta Terra.

O Tears For Fears toca na Argentina em setembro, o que sempre pode facilitar incluir o Brasil no pacote.

Para sentir as chances que esse tipo de show tem de emplacar junto aos artistas nacionais, a Folha perguntou a integrantes de Paralamas, Titãs e Skank como enxergam a possibilidade de retomar álbuns clássicos em shows.

Pelas respostas de João Barone, Sérgio Britto e Samuel Rosa, a semente pode vingar.

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Ouça comentários do repórter sobre a moda os "albuns in concert":

Thales de Menezes

 

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