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24/02/2011 - 07h27

Patrocínio mais alto dá sobrevida ao Belas Artes

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ANA PAULA SOUSA
DE SÃO PAULO

Numa conversa que se estendeu por três horas, na noite de quarta-feira (23), o dono do Cine Belas Artes, André Sturm, apresentou nova proposta financeira para o proprietário do prédio localizado na esquina da avenida Paulista com a rua da Consolação.

A proposta de pagar um aluguel mais alto foi possível porque Sturm firmou nesta semana um acordo de patrocínio superior ao que estava sendo assinado em dezembro passado, quando o proprietário do prédio, Flávio Maluf, pediu o imóvel de volta e selou o fechamento do cinema, noticiado pela Folha.

O valor, segundo Sturm, não atinge os R$ 130 mil mensais pretendidos por Maluf, que inicialmente pedira o aumento dos atuais R$ 65 mil para R$ 150 mil. "Mas o advogado pediu para avaliar a proposta. Decidiu-se então que o cinema ficará aberto por pelo menos mais duas semanas", afirma.

Enquanto eram discutidos num escritório cifrões e termos contratuais, representantes de entidades culturais e arquitetos como Nabil Bonduki estavam reunidos no Belas Artes, num ato público contra o seu fim.

O anúncio do fechamento do cinema desencadeou uma série de manifestações para que Maluf reveja sua decisão. Foi iniciado processo de tombamento do imóvel pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de SP (Conpresp).

Outro processo de tombamento está prestes a entrar na pauta do Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), órgão estadual.

 

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