Publicidade
Publicidade
Itaú Cultural quer "repatriar" acervo de Augusto Boal
Publicidade
GABRIELA MELLÃO
DE SÃO PAULO
O acervo de Augusto Boal parecia ter como destino a New York University.
O centro de estudos norte-americano era o o único órgão disposto a recuperar, catalogar e digitalizar a memória do fundador do Teatro do Oprimido --a empreitada foi orçada em US$ 500 mil (cerca de R$ 779 mil).
Na última terça, entretanto, a viúva do artista, Cecília Boal, recebeu um telefonema do Itaú Cultural que pode fazer com que os 20 mil textos (entre eles duas peças inéditas), as 2.000 fotografias e as 300 horas de vídeo de produções teatrais, entre outros documentos do autor e diretor, permaneçam no Brasil.
| Divulgação | ||
![]() |
||
| Autor e diretor Augusto Boal em foto não datada |
Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, confirma o interesse: "Nossa perspectiva é construir um relacionamento que caminhe para a disponibilização do acervo digitalizado na internet e para chegar a um entendimento sobre qual poderia ser a instituição brasileira a guardar o espaço físico do acervo".
A psicanalista Cecília Boal acredita que o desejo dele seria que seus documentos permanecessem no país.
"Ele chegou a entregar todos os papéis para Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro) em vida", justifica ela, que acabou recuperando o material posteriormente por achar que o acervo estava em um local inapropriado.
PATRIOTISMO
Augusto Boal (1931-2009) uniu teatro e política na construção de uma arte que buscava engajar o espectador e pensava a sociedade dividida entre dois mundos, o do oprimido e o do opressor.
Ele viveu anos fora do país em consequência do exílio e construiu sólida reputação internacional, sobretudo por seu pensamento teórico.
Apesar disso, era extremamente patriota, segundo conta Cecília. "Tanto é que, quando teve possibilidade de tirar nacionalidade francesa, se recusou, com medo de perder a brasileira", justifica ela.
Cecília sonha com a criação de um centro vivo de memórias que também abrigue cursos e exposições. "Augusto era uma pessoa dinâmica. Não consigo vê-lo em um museu", afirma.
Segundo ela, o espaço poderia reunir acervos de diversos artistas brasileiros, sobretudo aqueles cujas famílias passam pela mesma dificuldade de armazenar e manter as obras herdadas em boas condições. Cita como exemplo Hélio Oiticica, Glauber Rocha e Cândido Portinari.
A psicanalista diz que, para o Brasil manter sua autoestima, sua memória tem de ser preservada. "Pessoas como Boal fazem parte do acervo de um país."
+ canais
+ Notícias em Ilustrada
- Fracassos marcaram a vida de Edgar Allan Poe; ouça biógrafa
- Em coletânea, autores imaginam como será o fim do mundo
- 'Freud, me tira dessa!'; autora confessa paixonite por terapeuta
- Covardia é o pior dos vícios, diz Pondé
- Autora fala sobre a busca pela 'metade ideal' em tempos de internet
- Livro conta o que você não quer saber sobre sexo; veja
Publicidade
As Últimas que Você não Leu
Publicidade
+ LidasÍndice
- "Não conheço", diz Gal Costa sobre Marina Lima
- Lady Gaga cancela show em Jacarta devido a ameaças dos fundamentalistas
- "Memórias Póstumas" mudou minha vida, diz Zeca Baleiro
- "Mud" encerra mostra competitiva de Cannes; festival não tem favorito
- Britney Spears abandona gravação de "The X Factor"
+ Comentadas
- Deborah Secco vai interpretar a cantora Joelma nos cinemas
- Rock in Rio prepara edições no Peru e no México
+ EnviadasÍndice
Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade
Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicaçao, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.









Tablet
Notebook
Tênis
Auto DVD Player
TV