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Estrelas pop nada comportadas vêm ao Brasil nos próximos meses
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THALES DE MENEZES
IURI DE CASTRO TÔRRES
DE SÃO PAULO
Depois de quase um ano que começou com apresentações polêmicas de Amy Winehouse, o Brasil ainda vai receber nesta temporada algumas cantoras que, se não "tomarem jeito", podem ameaçar o trono da britânica entre as "barraqueiras" do pop.
Rihanna, que se apresenta amanhã em São Paulo, abre o cardápio, seguida por Katy Perry, Ke$ha e Britney Spears, que também fazem shows na cidade. As três primeiras também cantam no Rock in Rio, a partir da sexta (23).
Tem quem apanhe do marido, tem quem ajude o marido a bater em alguém. Passagens --e fugas-- por clínicas de reabilitação estão nos currículos, carregados de obscenidades em algum grau.
As divas mal-educadas do pop estão chegando.
| Daniel Aguilar/Reuters | ||
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| A cantora Katy Perry durante premiação promovida pela MTV Latina em 2008 |
Se Rihanna, 23, não subir ao palco montado na Arena Anhembi amanhã à noite vestindo um shortinho pequeno e justo, a plateia vai chiar.
A mesma coisa vai acontecer se Ke$ha, na semana que vem no Via Funchal, não cuspir nos privilegiados fãs próximos ao palco.
Antes delas e da musa dos decotes Katy Perry, Britney Spears já era um ímã de paparazzi no início da década passada. Ser uma "bad girl" virou exigência do estrelato.
Rihanna gravou o primeiro CD -e recebeu disco de ouro- ainda adolescente. Nascida em Barbados, era descrita na imprensa como "decidida" e "dona de seu nariz".
Aí o marido, o cantor Chris Brown, acertou esse nariz e outras partes do corpo dela. Humilhada, cheia de hematomas, foi ao tribunal e se separou dele. Aí se soltou.
Como um recado para que Brown não chegasse perto, tatuou desenhos de pistolas automáticas no corpo. E tratou de mostrá-lo muito em festas. Agora o adjetivo "party animal" a acompanha.
Ke$ha, outra que virou estrela aos 20 anos (tem 24 agora), tem o mau comportamento como bandeira.
"Eu sou selvagem. Me considero uma criança selvagem, mas sou uma boa pessoa. Posso ser bem malcriada", disse em entrevista à Folha.
Alcoólatra assumida, riu quando perguntada sobre ter declarado que escova os dentes com uísque Jack Daniel's. "Sempre! É muito bom, você deveria tentar", respondeu.
Criticada por incentivar o sexo entre adolescentes, mensagem constante de suas letras, ela explicou a nova onda de seus shows, a "chuva de camisinhas".
"Eu estimulo que as pessoas façam muito sexo e que seja incrível, mas quero ter certeza de que meus fãs estão seguros. Então eu criei minhas próprias camisinhas. Todo mundo transa, então faça isso de um jeito seguro."
Há outra "chuva" em suas apresentações. Ela costuma encher a boca d'água e cuspir em cima dos fãs.
A integrante mais "delicada" do quarteto é Katy Perry, 26, mais conhecida por bater recordes de vendas com seus dois álbuns e espremer o corpão em vestidos diminutos.
Katy escolheu para marido um bad boy na essência, o ator cômico inglês Russell Brand, que se gaba de ter experimentado todas as drogas disponíveis, até crack.
Para tentar apagar um pouco a imagem de menina má, aceitou o convite para o programa infantil "Muppet Show". Mas suas cenas, com vestido curto e decotado, foram cortadas pela produção. Claro, "vazaram" na internet.
Aos 29 anos, Britney Spears é pioneira entre as meninas malvadas. Alterna fases tranquilas e tumultuadas da mesma forma que engorda e afina o manequim.
Teve um casamento em Las Vegas que durou apenas 55 horas. Aí casou de verdade com um bailarino e teve os dois filhos que já passaram poucas e boas com a mãe.
Perdeu a guarda dos meninos, foi presa drogada, topou cantar numa festa da MTV em 2007 acima do peso e sem a mínima condição física para acompanhar os bailarinos.
Ao que parece, os períodos na reablitação fizeram bem a ela, e Britney virá em boa fase ao Brasil. Até novembro, o público vai escolher a melhor das "erradas".
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