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"A Liberdade É Azul", com Juliette Binoche, chega às bancas no domingo
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DE SÃO PAULO
Juliette Binoche seria legitimada como a maior atriz francesa daquele momento, 1993, graças a esse filme. Seu diretor, o polonês Krzysztof Kieslowski (1941-1996), teria nele seu trabalho mais popular e cultuado.
Grande clássico do cinema de arte, "A Liberdade É Azul" chega às bancas neste domingo pela Coleção Folha Cine Europeu, com DVD acompanhado de livro sobre o cineasta e sua obra.
Quando rodou o longa, Kieslowski já tinha uma rica carreira como cineasta em seu país, sobretudo em documentários sobre o cotidiano de trabalhadores. Já era, também, um artista reconhecido nos grandes festivais internacionais, graças ao seu ótimo "Decálogo", série televisiva exibida entre 1988 e 1990.
Após rodar a produção francesa "A Dupla Vida de Véronique" (1991), Kieslowski continuou a trabalhar no país e, com "A Liberdade É Azul", iniciou a célebre "Trilogia das Cores" -que fala, com o azul, o branco e o vermelho da bandeira francesa, sobre liberdade, igualdade e fraternidade.
No "Azul", Binoche é Julie, que sobrevive, mas perde marido e filha num acidente. Primeiramente afunda numa depressão e, aos poucos, vai superando a perda. Mais tarde, assume o trabalho interrompido do marido músico e finaliza uma composição.
Kieslowski destila, aqui, sua visão ácida sobre a vida, mas com muita candura e esperança. Com mais recursos, solta-se às potencialidades estéticas do cinema e compõe um marcante jogo entre imagens e sons, utilizando a música de Zbigniew Preisner para ilustrar os estados de espírito da personagem.
O Festival de Veneza reconheceu tais méritos, e "A Liberdade É Azul" recebeu os prêmios de melhor filme, direção, fotografia e atriz.
| Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress | ||
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| Coleção Folha Cine Europeu apresenta "A Liberdade É Azul |
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