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30/09/2011 - 17h16

Poderíamos ter salvado Michael Jackson, diz paramédico

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FERNANDA EZABELLA
DE LOS ANGELES

Richard Senneff, paramédico do Corpo de Bombeiros de Los Angeles, afirmou que sua equipe poderia ter ajudado Michael Jackson caso seu médico pessoal tivesse ligado para a ambulância logo que viu o cantor inconsciente, e não cerca de 20 minutos depois.

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O médico era o cardiologista Conrad Murray, contratado para cuidar de Jackson durante a turnê "This is It", que aconteceria em julho numa arena de Londres. O astro morreu em junho de 2009.

Senneff foi a terceira testemunha do quarto dia de julgamento de Murray, único acusado da morte de Jackson por overdose de remédios, em especial do anestésico propofol.

Reuters
Paramédico Richard Senneff testemunha durante julgamento do médico Conrad Murray
Paramédico Richard Senneff testemunha durante julgamento do médico Conrad Murray

O paramédico disse que Murray mentiu para ele ao dizer que havia ligado para o telefone de emergência (911 nos EUA) assim que percebeu o estado de cantor.

Como testemunhas confirmaram durante o julgamento, o médico ligou primeiro para o assistente pessoal de Jackson, depois para a segurança e ainda pediu ajuda para a cozinheira, tudo antes de chamar uma ambulância.

Senneff também afirmou que, nos quase 50 minutos que esteve ao lado do paciente, na casa e no hospital, não viu nenhum sinal de vida. Ele e sua equipe chegaram a pensar em declarar a morte de Jackson no quarto de sua casa, mas Murray insistiu para continuar tentando.

O médico também teria mentido ao dizer que o cantor não tinha nenhum problema médico, quando a própria defesa afirmou durante o julgamento que Jackson estava viciado em propofol. "Em nenhum momento ele citou propofol", disse Senneff ao júri.

 

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