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30/09/2011 - 18h58

Cidade Negra, Martinho da Vila e Emicida enfrentam problemas técnicos

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MARCUS PRETO
ENVIADO ESPECIAL AO RIO

Estava bom demais para ser verdade. O som do Palco Sunset --que prejudicou quase todos os shows na semana passada no Rock in Rio e que, desde ontem, parecia ter sido finalmente ajeitado-- volta a dar problemas técnicos.

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Quem teve que rebolar com os contratempos foram a banda Cidade Negra, o sambista Martinho da Vila e o rapper Emicida, que acabam de apresentar seu show conjunto naquele espaço.

A vítima mais visível, coitada, foi Maíra Freitas, filha de Martinho da Vila, que teve seu microfone cortado durante todo o seu solo. Só nos últimos segundos de "Disritmia", número que dividiu com o pai, pode-se ouvir sua voz. Uma pena.

Danilo Verpa/Folhapress
Cidade Negra, Martinho da Vila e Emicida cantaram no palco Sunset, no Rock in Rio 2011, no Rio de Janeiro
Cidade Negra, Martinho da Vila e Emicida cantaram no palco Sunset, no Rock in Rio 2011, no Rio de Janeiro

Seria, na prática, um show do Cidade Negra (que voltou a ter Toni Garrido como vocalista) com participações de Martinho e Emicida. Mas os convidados --o rapper por seu carisma e talento avassaladores, o sambista pela nobreza de sua história-- roubaram qualquer possibilidade de Garrido se destacar.

Martinho encaixou as suas "O Pequeno Burguês", "O Amor da Gente", "Casa de Bamba", "Canta Canta, Minha Gente" e "Madalena do Jucu", inteiras ou apenas em citações, no meio dos sucessos do Cidade Negra.

Emicida trabalhou muito por cima das bases desses mesmos hits: fez rimas espetaculares entre uma estrofe e outra de "Pensamento", "Onde Você Mora", "A Estrada" e "A Sombra da Maldade", imprimindo consistência poética aos já martelatos versos de Garrido e seus companheiros, que frequentam as rádios desde os anos 1990.

Show de black music pop, animado e dançante, adequado para a ocasião. Representativo de fato nisso tudo era a alegria de Emicida escancarando-se para Martinho da Vila, um de seus ídolos e mestres desde sempre.

 

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