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01/10/2011 - 23h15

Em show sonolento, Maná exibe os piores clichês do rock

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THALES DE MENEZES
ENVIADO ESPECIAL AO RIO

Os mexicanos do Maná têm visual de banda de hard rock. Fazem esse som, mas às vezes arriscam baladas. E em nenhuma das duas vertentes conseguiu empolgar a plateia do Rock in Rio.

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"Empolgar" é pedir demais. O Maná teve atenção apenas de uma muito pequena parte do público, que estava próxima ao palco. Bastava se afastar um pouco e a multidão se mostrava dispersa, sem ligar a mínima para o show.

A escalação do grupo foi um equívoco, não há banda que resolva se colocada diante de 100 mil pessoas que mal a conhecem. Por aquilo que mostrou no palco, o Maná não tem mesmo tanto recurso.

Letras pobres, sem nada que comprove a alardeada militância política da banda, e os piores clichês de hard rock, quase rock de arena americano.

Nenhum músico foi brilhante e não se poderia exigir mais do vocalista Fher Olvera. Ele sentiu a frieza do público e fugiu do contato olho no olho.

Depois do sonolento show do Maná, o Maroon 5 vai ter que ralar muito com seu pop rock para resgatar a plateia ao clima de festival.

Danilo Verpa/Folhapress
Fher Olvera, vocalista do Maná, durante show da banda neste sábado (1º), no palco Mundo do Rock in Rio 2011
Fher Olvera, vocalista do Maná, durante show da banda neste sábado (1º), no palco Mundo do Rock in Rio 2011
 

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