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Em julgamento, médica diz que era impossível salvar Jackson
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DA EFE, EM LOS ANGELES
A médica de emergências que atendeu Michael Jackson em sua chegada ao Hospital da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) no dia de sua morte afirmou nesta segunda-feira em seu depoimento no tribunal que não havia nada que pudesse fazer para salvar a vida do cantor.
Julgamento pela morte de Jackson entra na 2ª semana
Médico falava ao telefone após anestesiar Jackson, diz promotoria
Richelle Cooper explicou que Michael chegou ao centro médico "clinicamente morto", depois de seu falecimento ter sido constatado ainda na casa do artista às 12h57 do dia 25 de junho de 2009.
Seu óbito, no entanto, não foi certificado definitivamente até as 14h26, após quase uma hora e meia de reanimação realizada sem sucesso no hospital.
| Mario Anzuoni/Associated Press | ||
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| Dr. Conrad Murray acompanha depoimentos na segunda semana de julgamento |
A médica afirmou que foi a primeira vez em sua carreira que tentou reanimar uma pessoa que previamente havia sido considerada morta. Richelle justificou o fato afirmando que havia um médico ao lado do paciente no local onde aconteceu a parada cardíaca e que pediu a transferência em ambulância.
Esse médico, Conrad Murray, foi acusado posteriormente de homicídio involuntário pela morte de Michael e pode pegar uma pena de até 4 anos de prisão caso seja declarado culpado no julgamento que entrou em sua segunda semana na Corte Superior de Los Angeles.
A Promotoria considera que Murray, 58, ministrou uma dose letal de remédios ao artista, concretamente um anestésico chamado propofol, que segundo a autópsia foi a causa da morte do cantor.
Por outro lado, a defesa sustenta que foi o próprio Michael que, devido à sua dependência, tomou os remédios enquanto Murray estava ausente.
Está previsto que o julgamento se prolongue até o final do mês.
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