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04/10/2011 - 08h20

Distribuir os filmes e chegar ao grande público ainda é desafio

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NATÁLIA PAIVA
ENVIADA ESPECIAL A FORTALEZA E A BELO HORIZONTE

No domingo de estreia de "A Alegria", o Espaço Unibanco da Augusta estava lotado -para "Melancolia", de Lars von Trier. Numa sessão, havia cerca de 20 pagantes para ver o filme nacional.

Jovens cineastas usam modelo coletivo para produzir filmes ousados

Se realizar não é mais o problema, fazer essas produções circularem e seduzirem o público é o grande desafio.

Para viabilizar a estreia desses filmes no circuito comercial, a Vitrine Filmes criou a distribuição coletiva. Os gastos são divididos pelos sete longas da mostra, que passa por 17 cidades. Dos 13 filmes, 8 são de coletivos.

Na segunda edição, em São Paulo, a Sessão Vitrine migrou do Unibanco, onde disputava espectadores com blockbusters cult, para o Museu da Imagem e do Som. Mas a ideia é investir também em outras formas de circulação.

O grupo pernambucano Símio começou uma experiência diferente: a edição de setembro da revista local "Continente", com 5.000 exemplares, trouxe encartado um DVD de seu filme "Pacific".

"Isso fez o filme circular por espaços impensáveis antes, ampliando o acesso de uma forma que o circuito tradicional de exibição dificilmente possibilitaria", diz o diretor, Marcelo Pedroso

 

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