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Médico recebeu cerca de 15 litros de propofol, diz promotoria
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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
O médico Conrad Murray recebia pacotes do poderoso anestésico propofol na casa de sua namorada enquanto cuidava do cantor Michael Jackson, em 2009.
Julgamento pela morte de Jackson entra na 2ª semana
Médico falava ao telefone após anestesiar Jackson, diz promotoria
Na semana passada, no início do julgamento de Murray, a promotoria disse que o médico recebeu 255 frascos do remédio -um total de 15 litros de propofol- na casa de Nicole Álvarez, sua ex-namorada.
Em depoimento nesta terça (4), Álvarez, que tem um filho com Murray, disse que recebeu pacotes de uma farmácia de Las Vegas, no estado de Nevada, mas que não sabia do que se tratava.
Álvarez também detalhou a rotina de Murray, que saía para trabalhar na casa do cantor às 21h e voltava de manhã, entre 9h e 10h. "Quando ele começou a trabalhar para Michael, voltava antes, às 6h, mas, depois, passou voltar a mais tarde", disse.
Tim López, ex-proprietário da farmácia Applied, disse, também em testemunho nesta terça (4), que enviou propofol para um endereço na Califórnia que Murray teria dito ser de sua clínica, não de sua casa.
López também disse ter recebido um pedido de 40 tubos da pomada Benoquin, usada em casos de vitiligo. O médico lhe teria dito que tinha "pacientes afro-americanos que desejavam usá-la".
De acordo com as autoridades, Murray não tinha clínica na região.
Ainda nesta terça (4), foram ouvidas outras três testemunhas, que conversaram com Murray na manhã da morte de Michael Jackson, em 25 de junho de 2009.
| Mario Anzuoni/Associated Press | ||
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| Dr. Conrad Murray acompanha depoimentos na segunda-feira (3) |
JULGAMENTO
Murray, 58, é acusado de homicídio involuntário pela suposta administração ao cantor de uma dose letal de remédios, concretamente um anestésico chamado propofol que segundo a autópsia tirou a vida do artista no dia 25 de junho de 2009.
A Promotoria insiste em que o médico cometeu uma "negligência flagrante" no cuidado de seu paciente e isso foi a causa direta de sua repentina morte, enquanto a defesa mantém que foi o próprio Michael que, devido a suas dependências, acabou tomando os remédios quando Murray estava ausente.
O acusado se declarou inocente das acusações e poderia chegar a passar até quatro anos na prisão se receber uma sentença desfavorável em um julgamento que se espera que se prolongue até o final do mês.
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