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11/10/2017 - 11h22

Autor debate perguntas impossíveis como a existência de Deus e a vida após a morte

da Livraria da Folha

A discussão sobre a existência de Deus não é exatamente novidade, mas ganhou força após o lançamento do livro "Deus, um Delírio", de Richard Dawkins. Atualmente, a biologia evolutiva e astrofísica absorveram o conceito de Deus ao dar conta das iniciativas que antes eram atribuídas à onipotência divina. É o que explica o teólogo Gerald Benedict em "Filósofo em 5 Minutos", livro que reúne ideias sobre perguntas universais com a ajuda de citações de grandes pensadores e escritores de diversas épocas.

Divulgação
Livro apresenta tom introdutório sobre o pensamento filosófico e aborda questões do dia a dia
Livro apresenta tom introdutório sobre o pensamento filosófico e aborda questões do dia a dia

O autor explica que as crenças primitivas dos primeiros seres humanos foram sinceras, mas depois povos mais sofisticados usaram a possível existência de Deus como forma de apostar nos dois lados. O filósofo e matemático francês Blaise Pascal (1623-1662) sugeriu que embora a existência de Deus jamais possa ser provada, deveríamos nos comportar como se Ele realmente existisse, porque, ao viver a vida de acordo com tal premissa, teríamos tudo a ganhar e nada a perder.

A atitude de apostar nos dois lados na questão de uma existência suprema, porém, sugere uma postura pouco séria. "É possível que sempre tenhamos feito a pergunta errada, visto que 'existência' pode ser um atributo totalmente incorreto para se atribuir ao Divino. Em vez de perguntar se Deus existe, talvez devêssemos perguntar se Deus está nos persuadindo, silenciosamente nos instigando, chamando a nossa atenção".

Rudolph Otto (1889-1937) escreveu sobre a sensação de urgência do "outro", através da qual ficamos cientes de que fomos atingidos por algo, mas não temos muita certeza do quê. Pode ser estético, etéreo, ou uma parte do nosso ser que despertou. A sensação pode gerar a ideia de que é possível relacionar isso com a existência de Deus, mesmo que a ideia só possa ser dividida com aqueles que a reconhecem como algo familiar.

Este subjetivismo, contudo, não constitui prova de que existe um Deus. "Pode ser que essa intuição funcione como validação que articule tudo isso. Como o apostador Pascal perceptivelmente afirmou, 'o coração tem razões que a própria razão desconhece'".

Reprodução
Blaise Pascal, filósofo e matemático francês.
Blaise Pascal, filósofo e matemático francês.

O lugar do espírito

Todas as religiões ensinam que a boa alma tem um destino final. Enquanto alguns sugerem um lugar existente como paraíso, Reino de Deus, Valhalla ou Avalon, outros indicam locais mais abstratos, como nirvana, utopia, glória ou êxtase. Por outro lado, a alma pecadora pode se ver na companhia do Diabo no inferno, poço sem fundo, Tártaro ou Érebo.

Para Benedict, o debate sobre o destino da alma deve levar em conta a noção de hereditariedade, bem como o princípio de continuidade e preservação. Fisicamente existe a memória física ou biológica, mas existem casos de pessoas que recuperam lembranças de existências passadas com experiências bem relatadas.

De acordo com Lama Govinda (1898-1985), a memória "é tanto força de preservação quanto de criação da forma [...] e busca o germe ainda não diferenciado, maleável e receptivo da vida como base material de um novo organismo individual".

"Nenhum dos céticos científicos que argumentam que Deus e todas as coisas espirituais são ilusórios levou em conta o princípio da reencarnação. Podemos considerar de boa-fé a ideia de reencarnação como resposta plausível para as nossas insistentes incertezas sobre a vida após a morte", finaliza Benedict.

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FILÓSOFO EM 5 MINUTOS
AUTOR Gerald Benedict
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